Nesta quinta-feira (12), a ressaca da derrota para o Bahia ainda reverbera nos corredores de São Januário. Após o revés por 1 a 0 que empurrou o Vasco para a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o técnico Fernando Diniz adotou uma postura de honestidade brutal em sua entrevista coletiva. Em vez de confrontar a arquibancada, que protestou veementemente contra o desempenho da equipe, o comandante reconheceu a legitimidade da fúria dos torcedores e defendeu o elenco, especialmente Philippe Coutinho:
"O Coutinho é um presente para o Vasco. É um jogador extremamente diferente. O torcedor está no direito de vaiar, de xingar. Sobre a hostilidade da torcida, é normal. O time não ganha, tem que vaiar mesmo, tem que hostilizar".
Sobretudo, o sentimento que define o vestiário vascaíno neste momento é o de decepção profunda com os resultados. Diniz chamou para si a responsabilidade pela crise, isentando os atletas de culpa maior e admitindo que o rendimento não tem se traduzido em pontos:
"Sentimento é de frustração total. O torcedor tem que estar bravo, chateado e ter alguém para xingar, e o treinador é o maior responsável. A gente produziu para ganhar. Tivemos chances para virar, mas não viramos. Estou aqui para ser vaiado e estou preparado para isso".
Diniz fala sobre segurança no cargo
Em relação ao lance capital da partida, Diniz ofereceu uma justificativa técnica detalhada para a falha defensiva. O gol de Luciano Juba nasceu de uma cobrança de escanteio ensaiada que, segundo o treinador, surpreendeu a marcação por ser inédita no repertório recente do rival.
"Não estava mapeado. O Bahia não fez essa jogada nos últimos dez jogos", explicou Diniz, complementando sobre a falta de eficiência do seu time:
"O time tem que conseguir converter as oportunidades de gol. O Bahia não teve nenhuma grande chance. Fizeram um gol numa jogada que não estava mapeada e o Everton fez na hora".
Além disso, o técnico respondeu sobre a pressão de estar na zona de rebaixamento e possíveis conversas com a diretoria sobre sua permanência. Diniz foi enfático ao garantir que segue convicto de seu trabalho.
"Estou aqui para ser pressionado. Os números são esses, mas o rendimento não era para ser esse desde o ano passado. Eu vou sustentar e acredito que os números vão mudar", disse ele, finalizando com segurança:
"Não conversei nada com a diretoria. Sou seguro daquilo que faço".
Agora, o foco se volta para a decisão contra o Volta Redonda, onde o Vasco precisará transformar essa segurança em vitória.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.