"Tem que hostilizar": Diniz aceita vaias e assume culpa no Vasco

Treinador cita frustração com entrada no Z-4, mas defende Coutinho e diz que gol do Bahia não estava mapeado

12 fev 2026 - 01h14
Vasco criou mas não se encontrou contra o Bahia –
Vasco criou mas não se encontrou contra o Bahia –
Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia / Jogada10

Nesta quinta-feira (12), a ressaca da derrota para o Bahia ainda reverbera nos corredores de São Januário. Após o revés por 1 a 0 que empurrou o Vasco para a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o técnico Fernando Diniz adotou uma postura de honestidade brutal em sua entrevista coletiva. Em vez de confrontar a arquibancada, que protestou veementemente contra o desempenho da equipe, o comandante reconheceu a legitimidade da fúria dos torcedores e defendeu o elenco, especialmente Philippe Coutinho:

"O Coutinho é um presente para o Vasco. É um jogador extremamente diferente. O torcedor está no direito de vaiar, de xingar. Sobre a hostilidade da torcida, é normal. O time não ganha, tem que vaiar mesmo, tem que hostilizar".

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Sobretudo, o sentimento que define o vestiário vascaíno neste momento é o de decepção profunda com os resultados. Diniz chamou para si a responsabilidade pela crise, isentando os atletas de culpa maior e admitindo que o rendimento não tem se traduzido em pontos:

"Sentimento é de frustração total. O torcedor tem que estar bravo, chateado e ter alguém para xingar, e o treinador é o maior responsável. A gente produziu para ganhar. Tivemos chances para virar, mas não viramos. Estou aqui para ser vaiado e estou preparado para isso".

Vasco criou mas não se encontrou contra o Bahia –
Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia / Jogada10

Diniz fala sobre segurança no cargo

Em relação ao lance capital da partida, Diniz ofereceu uma justificativa técnica detalhada para a falha defensiva. O gol de Luciano Juba nasceu de uma cobrança de escanteio ensaiada que, segundo o treinador, surpreendeu a marcação por ser inédita no repertório recente do rival.

"Não estava mapeado. O Bahia não fez essa jogada nos últimos dez jogos", explicou Diniz, complementando sobre a falta de eficiência do seu time:

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"O time tem que conseguir converter as oportunidades de gol. O Bahia não teve nenhuma grande chance. Fizeram um gol numa jogada que não estava mapeada e o Everton fez na hora".

Além disso, o técnico respondeu sobre a pressão de estar na zona de rebaixamento e possíveis conversas com a diretoria sobre sua permanência. Diniz foi enfático ao garantir que segue convicto de seu trabalho.

"Estou aqui para ser pressionado. Os números são esses, mas o rendimento não era para ser esse desde o ano passado. Eu vou sustentar e acredito que os números vão mudar", disse ele, finalizando com segurança:

"Não conversei nada com a diretoria. Sou seguro daquilo que faço".

Agora, o foco se volta para a decisão contra o Volta Redonda, onde o Vasco precisará transformar essa segurança em vitória.

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