Por que o Vasco é cobrado por amistoso que não aconteceu? Entenda

Arena das Dunas cobra R$ 700 mil por amistoso cancelado em 2025

15 out 2026 - 07h50
(atualizado às 07h50)
Resumo
O Vasco obteve decisões favoráveis na Justiça contra a Arena das Dunas, que cobra a devolução de R$ 700 mil adiantados por um amistoso cancelado com o Montevideo Wanderers. O estádio nega responsabilidade pela desistência dos uruguaios, gerada por falhas logísticas, enquanto o clube carioca culpa a organização do evento, recusa a restituição e ainda cobra os R$ 300 mil restantes do contrato. O processo segue em disputa com recursos da arena para tentar reverter as perdas judiciais.

O Vasco obteve decisões favoráveis na Justiça do Rio de Janeiro em disputa com a Arena das Dunas por R$ 700 mil. O valor foi antecipado para um amistoso contra o Montevideo Wanderers, em julho de 2025, mas a partida acabou cancelada na véspera.

Foto: Dikran Sahagian/ Vasco
Foto: Dikran Sahagian/ Vasco
Foto: Dikran Sahagian/ Vasco / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a Arena das Dunas cobra a devolução dos R$ 700 mil pelo amistoso cancelado. O Vasco contesta a cobrança, alega problemas contratuais na organização do evento e reivindica o valor recebido, além dos R$ 300 mil restantes previstos no acordo.

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A disputa segue na Justiça, apesar das decisões favoráveis ao Vasco nesta etapa. A Arena das Dunas apresentou novo recurso e alega que o tribunal deixou de analisar argumentos que poderiam mudar o entendimento do caso.

Entenda a cobrança de R$ 700 mil

Vasco e Montevideo Wanderers, do Uruguai, se enfrentariam em 5 de julho de 2025, na Arena das Dunas. O contrato previa R$ 1 milhão ao clube carioca, com R$ 700 mil antecipados e R$ 300 mil após o jogo, que acabou cancelado.

O Montevideo Wanderers alegou problemas logísticos após a mudança no horário do voo e desistiu de viajar ao Brasil. Vasco e clube uruguaio atribuíram o cancelamento a falhas contratuais das empresas responsáveis pela organização do amistoso.

Arena das Dunas questiona responsabilidade do Vasco

A Arena das Dunas afirma não ter responsabilidade pela desistência do clube uruguaio e cobra a devolução dos R$ 700 mil. A administração também quer ser isentada do pagamento dos R$ 300 mil restantes previstos no contrato.

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A gestão do complexo esportivo também tentou obter uma medida de urgência para assegurar o valor, mas o pedido foi negado. Posteriormente, o tribunal rejeitou um agravo de instrumento apresentado pela arena.

Vasco contesta a devolução e cobra o saldo

O Vasco sustenta que a responsabilidade pelo cancelamento não pode ser atribuída exclusivamente ao clube. A defesa afirma que o acordo previa o pagamento integral da cota e questiona a alegação de que os R$ 700 mil deveriam ser devolvidos automaticamente.

O Vasco pediu a inclusão da Liga Universitária, coorganizadora do evento, no processo. A defesa também solicita a rejeição da ação, o afastamento de bloqueios de bens e multas contratuais de R$ 10 mil, além do ressarcimento das despesas judiciais.

Em recuperação judicial, o Vasco busca reorganizar suas obrigações financeiras e preservar o patrimônio. Por isso, a defesa se opõe a medidas de arresto ou bloqueio de bens enquanto a Justiça analisa as responsabilidades pelo cancelamento do amistoso.

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Disputa ainda depende de novos desdobramentos

A Arena das Dunas recorre para tentar reverter as decisões favoráveis ao Vasco, alegando que argumentos relevantes não foram analisados. O clube, por sua vez, sustenta que o contrato e as circunstâncias do cancelamento justificam a manutenção dos valores recebidos.

Até que haja uma decisão definitiva, a cobrança dos R$ 700 mil segue como parte de um litígio que envolve a interpretação das obrigações assumidas pelo clube, pela administração do estádio e pelos organizadores do amistoso.

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