Um grupo de sete ex-jogadores e um preparador físico acionou a Justiça para tentar suspender o leilão da Nova SAF do Vasco. Os credores contestam a decisão que autorizou um empréstimo DIP de R$ 150 milhões pelo empresário Marcos Lamacchia, apontando omissões, contradições e erros de fundamentação na sentença. A alegação central é de que a exigência de garantias extraordinárias comprova a insegurança da operação, exigindo a revisão do processo antes da continuidade do procedimento competitivo.
Um grupo composto por sete ex-jogadores e um preparador físico acionou a Justiça na última terça-feira (22) para tentar suspender a criação da Nova SAF do Vasco. A informação é da ESPN. A movimentação jurídica ocorreu a poucos dias do leilão marcado para esta sexta-feira (25), evento no qual o empresário Marcos Lamacchia figura como favorito para arrematar o negócio.
Nesse contexto, os embargantes contestam a decisão proferida em 10 de setembro pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Visto que autorizou o empréstimo DIP de R$ 150 milhões de Lamacchia ao clube e permitiu a abertura oficial do leilão.
Consequentemente, a tese jurídica aponta que a sentença contém "erro de fundamentação", "omissões relevantes" e "contradições". Por esse motivo, os credores exigem a revisão judicial com o propósito de "suspender ou revogar a autorização da operação" até que "todas as questões jurídicas levantadas sejam devidamente analisadas".
Os autores argumentam que a determinação judicial é contraditória, pois, embora "afirme que os interesses dos credores estão protegidos", ela "simultaneamente exige garantias extraordinárias. Entre eles, o caução próxima de R$ 27 milhões. Esta é a garantia bancária para cobrir o passivo e mecanismos adicionais de proteção".
Logo, segundo o documento protocolado, "se a operação fosse plenamente segura, tais garantias excepcionais não seriam necessárias".
Por fim, diante dessas alegações, o grupo requereu formalmente a interrupção do procedimento competitivo envolvendo a UPI Equity. Sustentando ainda que a magistrada Simone Gastesi Chevrand utilizou incorretamente uma cláusula do Plano de Recuperação Judicial da atual SAF e deixou de analisar questões cruciais para o caso.
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