O Vasco assinou contrato com a Nike para o fornecimento de material esportivo, mas um detalhe do acordo chamou a atenção. Diferentemente do que costuma acontecer em parcerias do tipo, o clube não terá um valor fixo garantido pela empresa.
A remuneração prevista no contrato será baseada principalmente no pagamento de royalties sobre a venda de produtos licenciados e em bônus por desempenho esportivo. A bonificação por títulos prevê diferentes valores para o futebol profissional masculino.
O maior prêmio é para uma eventual conquista do Mundial, que renderia R$ 1,5 milhão ao Vasco. Em seguida aparecem a Libertadores, com bônus de R$ 600 mil, o Campeonato Brasileiro, com R$ 400 mil, e a Copa Intercontinental, que garante R$ 650 mil.
Também há premiações para títulos da Copa do Brasil, Sul-Americana, Campeonato Carioca, Supercopa do Brasil e Recopa Sul-Americana. Já no futebol feminino, o contrato prevê apenas um bônus de R$ 50 mil em caso de conquista do Campeonato Carioca.
Os royalties também variam de acordo com o volume de vendas dos produtos oficiais. Caso sejam comercializadas até 200 mil peças por ano, o Vasco receberá 12% sobre as vendas. O percentual sobe para 15% entre 200.001 e 500 mil unidades e chega ao máximo de 18% apenas se o clube ultrapassar a marca de 500 mil produtos vendidos no período.
Os termos do acordo dividiram opiniões dentro da diretoria cruz-maltina. Enquanto parte dos dirigentes defendia a parceria pelo peso da marca Nike e pelo posicionamento que ela pode oferecer ao clube, outra ala preferia a proposta apresentada pela Puma, considerada financeiramente mais vantajosa.
Isso porque outras empresas ofereciam royalties entre 18% e 20% com projeção de venda de 400 mil peças, enquanto a Nike só alcança o percentual máximo acima de 500 mil unidades.
Em contrapartida, a empresa garantiu a maior verba de marketing entre as propostas, com investimento mínimo de R$ 2 milhões por ano. O contrato ainda prevê redução nos valores ou até rescisão caso o Vasco permaneça fora da Série A por dois anos consecutivos ou mais.