Caso Léo Jardim: chefe da comissão de arbitragem da CBF responde o Vasco

29 jul 2025 - 23h11

A expulsão de Léo Jardim na partida entre Internacional e Vasco, realizada no domingo (27), continua gerando controvérsias. O goleiro vascaíno recebeu dois cartões amarelos, sendo o segundo por retardar a reposição de bola, o que levou à sua saída de campo. A decisão do árbitro Flávio Rodrigues de Souza foi defendida publicamente por Rodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Léo Jardim, goleiro do Vasco
Léo Jardim, goleiro do Vasco
Foto: Léo Jardim, goleiro do Vasco ( Matheus Lima/ Vasco) / Gávea News

Na visão de Cintra, chefe de arbitragem da CBF, o árbitro esgotou todos os procedimentos antes de aplicar o cartão vermelho. Ele afirmou que o comportamento de Léo Jardim configurou "desrespeito ao jogo" e reforçou que a arbitragem está orientada a agir com rigor diante de situações que configurem antijogo, conforme diretrizes da FIFA.

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"O árbitro chegou ao último recurso, mesmo com o apoio de seu assistente, mesmo voltando lá pela segunda vez, mesmo com o médico ao lado do jogador, sem proceder nenhum tipo de atendimento. Não tinha outro recurso para retornar a partida".

O episódio aconteceu aos 38 minutos do segundo tempo, quando o Vasco vencia por 1 a 0. Na ocasião, Léo Jardim sentou no gramado, alegando dores, mas não permitiu atendimento imediato. De acordo com a súmula, o goleiro teria solicitado auxílio médico apenas no momento em que a partida seria reiniciada, o que, para o árbitro, caracterizou atraso intencional no reinício do jogo.

Posteriormente, o Vasco divulgou um laudo médico indicando que o jogador sofreu "hematomas musculares profundos" e uma contusão por trauma na bacia. O clube classificou a atuação da arbitragem como "desastrosa" e solicitou o afastamento do árbitro, pedido que, conforme apuração, não deve ser atendido pela CBF.

Questionado sobre o diagnóstico médico, Cintra evitou comentários mais específicos. "Não tenho como analisar o laudo dos médicos, eu não sou médico e nem o árbitro é médico. O médico estava do lado do jogador. Quem tinha que analisar era o médico", declarou.

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Aliás, o dirigente destacou que a arbitragem brasileira tem buscado se alinhar às diretrizes internacionais no combate ao antijogo. Segundo ele, a atuação de Flávio Rodrigues de Souza seguiu integralmente as normas estabelecidas. "O árbitro cumpriu cem por cento dos procedimentos e tentou a todo instante evitar a perda de tempo", concluiu.

Embora a postura de Léo Jardim tenha sido justificada posteriormente com base no laudo clínico, a arbitragem sustenta que não houve pedido formal de atendimento em tempo hábil. O caso expõe um conflito entre a percepção clínica e a interpretação disciplinar das regras em campo.

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