Apesar da pressão, Diniz deve seguir no Vasco mesmo se perder para a Chapecoense

Técnico segue com o respaldo da diretoria do Cruz-Maltino pela avaliação de aprimoramento do físico dos jogadores e os reforços em adaptação

4 fev 2026 - 15h03
Comandante sofre constantes críticas por substituições erradas no Vasco –
Comandante sofre constantes críticas por substituições erradas no Vasco –
Foto: Dikran Sahagian/Vasco / Jogada10

Os resultados oscilantes e a sequência das performances nada satisfatórias do Vasco desde a reta final da temporada passada causam um clima de indefinição. O contexto aumenta a pressão sobre o trabalho de Fernando Diniz, principalmente pela revolta da torcida. Apesar disso, o comandante corre poucos riscos de demissão, mesmo se sofrer uma derrota para a Chapecoense, em São Januário, nesta quinta-feira (5). 

A avaliação é de que o treinador continua com o respaldo da diretoria. Nos bastidores do clube, entende-se como precoce a troca no comando, pois a equipe teve apenas seis compromissos em 2026.

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Com isso, a gestão ainda espera que os jogadores do Cruz-Maltino retomem as suas melhores condições físicas. Inclusive, sendo o principal motivo para os desempenhos irregulares e erros neste começo de temporada. Outro cenário que contém relevância é que o Gigante da Colina se esforçou para contratar jogadores pela recomendação de Diniz.  

Neste sentido, os três novos atletas que o Vasco anunciou até o momento, o zagueiro Alan Saldivia e os atacantes Brenner e Marino Hinestroza, encaixam-se nesta situação. No entanto, mesmo o novo camisa 20, que já trabalhou com o comandante no Fluminense e São Paulo, precisa compreender a metodologia de trabalho e estilo de jogo. Ou seja, os reforços ainda estão no início do processo de adaptação. 

Comandante sofre constantes críticas por substituições erradas no Vasco –
Foto: Dikran Sahagian/Vasco / Jogada10

Atitudes controversas no Vasco

Paralelamente aos resultados, episódios extracampo também contribuíram para o desgaste do treinador. A exposição pública de uma cobrança de Diniz ao atacante Nuno Moreira, durante a parada técnica na derrota para o Mirassol, na estreia no Campeonato Brasileiro, provocou repercussão negativa. Posteriormente, ele recebeu questionamento sobre a atitude e se justificou. 

"Eu tenho 16 anos de treinador e a minha vida foi jogar futebol para aprender a ser técnico. Eu costumo dizer isso. Me entrego completamente para ajudar os jogadores. Da minha parte, não tem falta de respeito. De maneira alguma. Tanto é que os jogadores que trabalham comigo, quase todos querem trabalhar de novo. E até aqueles que não trabalharam, quando eu ligo, têm vontade de trabalhar. A notícia verdadeira corre entre os jogadores. E eles melhoram, quase que na sua maioria. É uma vida de entrega", argumentou o comandante, antes de completar:

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"Depois eu vi o lance. Se eu pudesse, com a presença das câmeras, ter percebido aquilo… se eu tivesse a esperteza de perceber aquilo, talvez eu não tivesse feito. Esse foi o meu erro ali, mas não das coisas que eu falei, de como eu trato jogador. A maneira que eu tenho de ajudar os jogadores, a cobrança que eu faço, é um dos pilares para conseguir ajudá-los. E eles sabem disso. É uma coisa amorosa, muito diferente das pessoas que fazem a crítica, que não têm interesse nenhum de ajudar o jogador". 

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