O técnico Fernando Diniz adotou um tom de defesa e otimismo após a derrota do Vasco por 2 a 1 para o Mirassol, nesta quinta-feira (29), na estreia do Campeonato Brasileiro. Mesmo com o revés provocado por falhas defensivas e erros na saída de bola, o treinador elogiou a postura da equipe no Estádio Maião. Para o comandante, o time acertou muito mais do que errou e demonstrou evolução em relação à insegurança que apresentava na temporada passada.
Diniz rebateu as críticas sobre os riscos de sair jogando desde a defesa. O técnico argumentou que focar apenas nos erros ignora a construção limpa que a equipe conseguiu em grande parte do jogo.
"Se quiser focar nos erros, mas teve muito acerto. Não é o mesmo time do ano passado. A maioria das vezes que saímos jogando foi limpo. Claro que aconteceram erros que não podem acontecer. Mas não podemos abrir mão só porque aconteceram erros. Se você não quer errar nunca, você não sai jogando. Estou triste pelo resultado, mas o time não jogou mal", avaliou Diniz.
Bronca em Nuno Moreira e jeito enérgico
Outro ponto central da entrevista foi a bronca ríspida que o treinador deu em Nuno Moreira e Rojas durante uma parada técnica. Diniz explicou que seu estilo "acelerado" e espontâneo visa apenas o bem da equipe e garantiu que os atletas compreendem essa dinâmica. Ele definiu sua relação com o elenco como uma mistura de dureza e afeto.
"Na maneira de cobrar os jogadores, sou duro, mas sou amoroso. Muito mais do que imaginam. Os jogadores suportam a cobrança e melhoram por conta da cobrança. Tenho um respeito enorme aos jogadores. Às vezes algumas pessoas gostam que as coisas fujam do controle para criar um circo. O que faço é para que produzam mais. Nunca levantei a voz para prejudicar um jogador na minha vida", afirmou o técnico.
Para ilustrar, Diniz relembrou um episódio semelhante com o jovem Rayan no ano passado, quando críticas externas tentaram criar uma crise que não existia internamente.
"Cobrei de uma maneira mais enérgica e foram até o garoto e se deram mal, porque disse: 'O Diniz é igual a um pai para mim'. Se ele dá alguma coisa, aí cria aquele circo que gostam, na maldade. Sou uma pessoa amorosa. Minha vida é ajudar o jogador de futebol", completou.
Reforços e mercado do Vasco
O treinador também atualizou a situação dos reforços. Ele confirmou que Brenner e Marino Hinestroza não jogaram por questões burocráticas, já que assinaram a documentação apenas dois dias antes da partida. Sobre as negociações com o atacante Claudio Spinelli e o lateral Cuiabano, Diniz confirmou o interesse, mas evitou dar detalhes.
"Brenner e Hinestroza só assinaram a documentação dois dias atrás, então só treinaram um dia conosco. A gente vai avaliar com calma quando eles podem jogar e a minutagem. Quero contar com eles o quanto antes. Sobre Spinelli e Cuiabano, de fato são nomes que surgiram, mas estamos tratando internamente para ter o melhor desfecho possível", finalizou.
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