Ex-jogador do Tottenham anuncia candidatura à presidência da Fifa

Ramón Vega será o primeiro adversário confirmado de Gianni Infantino e promete reformar a entidade caso seja eleito

7 out 2026 - 16h32
(atualizado às 16h51)
Resumo
O ex-zagueiro suíço Ramón Vega, com passagens por Tottenham e Celtic, anunciou sua pré-candidatura à presidência da Fifa, tornando-se o primeiro concorrente de Gianni Infantino na próxima eleição. Após tentar concorrer em 2019 sem obter o apoio necessário, Vega, hoje no setor financeiro, propõe uma reforma profunda na governança da entidade para restaurar a credibilidade do esporte. A postulação ocorre em meio a pressões e críticas internacionais contra a atual gestão de Infantino.
Ramón Vega em ação com a camisa do Tottenham –
Ramón Vega em ação com a camisa do Tottenham –
Foto: Clive Mason /Allsport / Jogada10

Ramón Vega anunciou nesta quarta-feira (7) que pretende disputar a presidência da Fifa na eleição do próximo ano. O ex-zagueiro da seleção da Suíça e do Tottenham, de 55 anos, é o primeiro candidato a confirmar publicamente a intenção de enfrentar Gianni Infantino, atual presidente da entidade.

Vega já havia tentado concorrer ao cargo em 2019, também contra Infantino, mas não conseguiu reunir o apoio necessário. Na época, os candidatos precisavam do respaldo de pelo menos cinco das 211 federações filiadas à Fifa para participar da eleição. O suíço também chegou a considerar uma candidatura em 2015, após a suspensão de Joseph Blatter.

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Desta vez, o ex-jogador afirma que pretende promover mudanças na estrutura da entidade e recuperar a confiança no comando do futebol mundial. Dessa maneira, em comunicado divulgado nesta quarta, Vega defendeu uma reforma na governança e afirmou que o futebol precisa voltar a ser prioridade.

"Quero reunificar a família do futebol mundial, promover uma reforma verdadeira e duradoura, modernizar a Fifa para o século XXI, recuperar a estabilidade e a credibilidade e reconstruir a confiança de que nosso esporte precisa com urgência", declarou.

A candidatura surge em um momento de pressão sobre Infantino. O atual presidente pretende buscar a reeleição, apesar das críticas recebidas após o fracasso do projeto que previa a venda de participações relacionadas à Copa do Mundo para investidores privados. No entanto, o plano provocou forte reação no futebol internacional.

Em setembro, Infantino afirmou que continua "plenamente comprometido com a direção da Fifa", mesmo diante de pedidos de renúncia feitos por entidades como Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol.

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Críticas à gestão da Fifa

Vega também criticou a atual gestão da entidade. De acordo com ele, os conflitos internos e problemas de governança prejudicaram a imagem da Fifa e afetaram a confiança de jogadores, treinadores, árbitros e torcedores.

"A atual direção desmoralizou o futebol. A governança frágil prejudicou a credibilidade da Fifa e enfraqueceu a confiança em toda a família do futebol mundial. Precisamos evitar que esse conflito se agrave", afirmou.

Além disso, o suíço também disse que disputas na administração não podem afetar os principais envolvidos no esporte.

"As lutas de ego na administração do futebol jamais devem prejudicar quem realmente importa: jogadores, treinadores, árbitros e torcedores de todo o mundo. Eles não são responsáveis por esses conflitos e merecem algo melhor", acrescentou.

Ramón Vega em ação com a camisa do Tottenham –
Foto: Clive Mason /Allsport / Jogada10

Carreira de Ramón Vega

Vega atuou como zagueiro e defendeu a seleção da Suíça em 23 partidas. No futebol de clubes, passou por Cagliari, Tottenham, Celtic e Watford. Pelos Spurs, jogou entre 1997 e 2001, com um período de empréstimo ao Celtic entre dezembro de 2000 e junho de 2001.

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O ex-jogador encerrou a carreira em 2004 e, desde então, passou a trabalhar no setor financeiro. Agora, tenta retornar ao futebol por meio da disputa pela presidência da principal entidade do esporte.

"Minha vida me preparou para servir ao futebol, que não pertence a presidentes, confederações ou administradores. O futebol é maior do que qualquer cargo, pessoa ou instituição. Ou seja, é o esporte do povo e pertence a todos", declarou.

Por fim, Vega reforçou a necessidade de mudanças profundas na entidade.

"A Fifa precisa de um novo rumo e de uma reforma fundamental. Devemos reunificar a família do futebol, recuperar a confiança, alcançar estabilidade e modernizar a governança da Fifa. Isso exige uma mudança decisiva, não ajustes superficiais", concluiu.

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