O árbitro John Sulwe foi agredido por jogadores e torcedores após marcar um pênalti contra o Kariobangi Sharks no duelo decisivo contra o Mombasa United, pela primeira divisão do futebol queniano. A invasão ao gramado em Nairóbi teve socos, empurrões e cadeira arremessada contra o juiz. O confronto, repleto de disputas judiciais prévias, amplia a crise na Federação Queniana de Futebol às vésperas de o país sediar a Copa das Nações Africanas de 2027. Os clubes e a entidade não se pronunciaram.
O árbitro John Sulwe sofreu agressões de jogadores e torcedores após marcar um pênalti em uma partida decisiva pelo acesso e pela permanência na primeira divisão do futebol queniano. Assim, o episódio ocorreu na última terça-feira (6), no Complexo Esportivo de Ulinzi, em Nairóbi, e as imagens ganharam repercussão nas redes sociais.
A confusão começou aos 68 minutos, quando Sulwe marcou uma penalidade contra o Kariobangi Sharks. O time de Nairóbi vencia o Mombasa United por 2 a 1 naquele momento. O clube visitante, porém, precisava do empate para aumentar as chances de subir de divisão, já que havia vencido o primeiro confronto pelo mesmo placar.
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Dessa forma, a decisão revoltou parte da torcida do Kariobangi Sharks. Dezenas de torcedores invadiram o gramado e perseguiram o árbitro. Jogadores também participaram das agressões, que incluíram empurrões e tapas. A equipe responsável pela segurança do estádio precisou retirar Sulwe do campo.
Em seguida, um dos torcedores chegou a arremessar uma cadeira de plástico contra o árbitro. O objeto passou a poucos centímetros da cabeça de Sulwe. Com a confusão, a partida não teve novas alterações no placar.
Repercussão na imprensa
A imprensa queniana repercutiu o episódio. O jornal The Standard classificou o caso como uma "vergonha" e publicou uma foto que mostra um homem de boné amarelo dando um soco no rosto do árbitro. Já o The Star afirmou que o confronto mergulhou no caos. Até o momento, a Federação Queniana de Futebol (FKF) e os dois clubes não divulgaram posicionamentos sobre as agressões.
A partida já carregava uma série de controvérsias. O Kariobangi Sharks terminou o campeonato na 16ª colocação, posição que resultaria no rebaixamento. O clube, porém, recorreu à Justiça contra a queda e também contestou o acesso do Mombasa United.
O impasse se prolongou e levou a federação a determinar dois jogos de desempate para definir a situação das equipes. Nesse sentido, a FKF já enfrentou outras acusações e casos de corrupção ao longo dos últimos anos.
O episódio ocorre a poucos meses da Copa das Nações Africanas de 2027. O Quênia dividirá a organização do torneio com Uganda e Tanzânia, em junho do próximo ano.
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