São Paulo ainda tem pendências financeiras para resolver com ex-treinadores

Dívidas com Zubeldía e Crespo chegam a R$ 12 milhões, enquanto diretoria segura Roger Machado no cargo

28 abr 2026 - 18h03
(atualizado às 18h03)
Roger vem sofrendo bastante pressão da torcida do São Paulo –
Roger vem sofrendo bastante pressão da torcida do São Paulo –
Foto: Rubens Chiri e Paulo Pinto / São Paulo / Jogada10

O São Paulo enfrenta um cenário financeiro delicado no departamento de futebol, com pendências que somam cerca de R$ 12 milhões, envolvendo os dois últimos treinadores antes da chegada de Roger Machado. O tema ganhou ainda mais peso após a reprovação das contas do clube no Conselho Deliberativo, que apontou um déficit de R$ 7 milhões sem justificativa.

De acordo com o balanço, a maior parte da dívida está ligada a Luis Zubeldía, demitido em agosto do ano passado. O treinador argentino tem aproximadamente R$ 7,5 milhões a receber, valor que engloba multa rescisória e encargos relacionados a sua comissão técnica.

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A situação se agravou na sequência. Hernán Crespo assumiu o comando antes mesmo de o clube concluir o acerto da saída de Zubeldía. Meses depois, o argentino também foi desligado, no início do mês passado, após oito meses de trabalho. A nova rescisão gerou um custo adicional de cerca de R$ 4,5 milhões.

São Paulo tem cautela com Roger Machado

Diante desse cenário, a diretoria adotou cautela com o atual técnico. Mesmo sob pressão interna, Roger Machado foi mantido no cargo, especialmente após as vitórias recentes sobre O'Higgins e Mirassol. O fator esportivo pesa, mas a questão financeira também é determinante.

Roger vem sofrendo bastante pressão da torcida do São Paulo –
Foto: Rubens Chiri e Paulo Pinto / São Paulo / Jogada10

Uma eventual demissão de Roger implicaria em novos custos. A multa rescisória do treinador gira em torno de R$ 2 milhões, o que aumentaria ainda mais a lista de profissionais com valores a receber sem vínculo ativo com o clube.

Além disso, o São Paulo teme que uma nova mudança no comando técnico provoque efeitos em cadeia no departamento de futebol. Afinal, o executivo Rui Costa, que participou diretamente da saída de Crespo e da contratação de Roger, também poderia ter sua permanência ameaçada em caso de nova troca.

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