São Paulo: conselheiros acusados de vender áudio sobre esquema do camarote se livram de suspensão

Vinicius Pinotti e Fábio Mariz corriam risco de afastamento de um ano, mas tiveram folga em absolvição no Conselho Deliberativo

24 abr 2026 - 18h01
(atualizado às 18h09)

Os conselheiros do São Paulo Vinicius Pinotti e Fábio Mariz foram absolvidos no julgamento que poderia suspendê-los por um ano pela divulgação de um áudio que revelou um esquema clandestino de uso de camarotes no MorumBis. A votação foi encerrada às 17h desta sexta-feira.

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Antes, a Comissão de Ética havia recomendado a suspensão de ambos. Pinotti admitiu o vazamento, enquanto Mariz participou de reuniões que planejaram ocultar a origem do pagamento pelo áudio, que virou prova e investigação policial e do processo de impeachment de Júlio Casares.

Ambos alegaram denunciar corrupção, mas a Comissão rejeitou a justificativa, destacando danos à imagem do clube. Ainda assim, os conselheiros absolveram Pinotti por 175 votos a 48 (e quatro abstenções) e Mariz por 175 votos a 47 (e cinco abstenções).

Caso do camarote do MorumBis levou São Paulo a ser investigado pelo Ministério Público.
Caso do camarote do MorumBis levou São Paulo a ser investigado pelo Ministério Público.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

O nome dos dois veio à tona após Rita de Cássia Adriana de Prado, pivô do caso, recuar e dizer ter sido pressionada por opositores do ex-presidente do São Paulo, Júlio Casares, para vender o áudio que revelava o esquema.

Ela teria recebido R$ 275 mil. Além de Pinotti e Mariz, um ex-conselheiro, Denis Ormrod, também teria participado da ação. Ele confirmou ter efetuado o pagamento combinado.

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A manifestação de Adriana foi feita em uma carta endereçada a Mara Casares, também gravada, junto de Douglas Schwartzman. Os dois eram diretores do São Paulo e se licenciaram após o caso se tornar público. Recentemente, eles foram expulsos pelo esquema.

A conversa de Adriana com Mara e Douglas aconteceu porque a intermediária abriu um processo contra uma terceira pessoa, cobrando por valores repassados. Os diretores, então, pediram para que a ação fosse encerrada a fim de que o uso irregular do camarote não se tornasse público.

O processo até foi extinto, mas depois de ter sido amplamente noticiado e ter virado objeto de investigação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo.

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