O ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, processou a Meta pedindo R$ 10 mil de indenização por danos morais após perder 38 mil seguidores no Instagram, decorrente de cinco meses de suspensão de sua conta por denúncias que considera falsas. Sua defesa alega prejuízos profissionais e falta de suporte humanizado. A ação ocorre em meio a outras batalhas judiciais do ex-dirigente, que renunciou ao cargo e foi expulso do clube sob acusações de gestão temerária e desvios, as quais ele contesta.
O ex-presidente do São Paulo, Julio Casares, ingressou com uma ação judicial contra a Meta exigindo indenização de R$ 10 mil por danos morais. O ex-mandatário alega prejuízos profissionais e reputacionais provocados pela perda de aproximadamente 38 mil seguidores em seu perfil no Instagram.
Além disso, a conta pessoal de Casares permaneceu desativada por cerca de cinco meses após uma série de denúncias que a defesa classifica como falsas e coordenadas. Com isso, o número de internautas conectados à sua página caiu expressivamente de 600 mil para 562 mil usuários durante o período de suspensão.
O retorno do acesso à página ocorreu apenas após a concessão de uma medida liminar favorável ao antigo dirigente do São Paulo. Em sua argumentação no processo, o ex-cartola destaca que utilizava a ferramenta de forma profissional ao longo de dez anos para dialogar com torcedores e imprensa.
Defesa contesta suporte técnico e cita vulnerabilidade etária
De fato, os advogados de Casares argumentam que a suspensão prolongada ultrapassou o patamar de simples transtorno temporário do cotidiano. A petição sustenta que a falha técnica reduziu o alcance conquistado organicamente em mais de uma década de presença digital contínua.
Contudo, a defesa reforçou nos autos a condição de idoso do autor para rebater a falta de atendimento humanizado oferecido pela multinacional tecnológica. Por essa razão, o ex-dirigente afirma que não recebeu assistência adequada dos canais de suporte, classificados pela ação como ineficientes e mecanizados.
A movimentação nos tribunais ocorre em meio a outras frentes de batalha jurídica enfrentadas pelo antigo comandante são-paulino. O ex-mandatário renunciou ao cargo em janeiro após denúncias sobre irregularidades na comercialização de ingressos e camarotes para espetáculos musicais no Morumbi.
Imbróglio com o São Paulo segue ativo nos tribunais paulistas
Por outro lado, o ex-presidente acabou formalmente expulso do quadro de associados do clube em votação realizada pelo Conselho Deliberativo. A sanção máxima se baseou em apurações internas sobre gestão temerária, incluindo saques sem comprovação documental e despesas corporativas particulares.
Assim, Casares move uma ação paralela contra a agremiação paulista contestando a decisão administrativa que determinou sua exclusão social. Dessa maneira, o ex-cartola alega ter sido alvo de perseguição política interna e argumenta que o ressarcimento voluntário de valores demonstra lisura.
Por fim, o pleito contra a Meta segue em tramitação regular na Justiça paulista aguardando as manifestações oficiais da empresa de tecnologia. Agora, o ex-presidente tenta reparar perdas virtuais enquanto enfrenta desdobramentos de investigações cíveis e criminais fora dos gramados.
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