São Paulo: por que não vai comprar Artur do Botafogo? Veja

Transfer ban e mudança de gestão deixam o futuro do atacante em aberto no Tricolor

16 out 2026 - 12h15
(atualizado às 12h15)
Resumo
O São Paulo não exercerá a opção de compra de 6 milhões de euros (R$ 33,6 milhões) pelo atacante Artur, emprestado pelo Botafogo até dezembro. Apesar de ser aproveitado na equipe, seu rendimento não justificou o alto investimento para a diretoria, que prioriza o equilíbrio financeiro e lida com um transfer ban da Fifa. Com contrato até 2029 no clube carioca, Artur deve retornar ao Rio de Janeiro no fim do ano, onde o Alvinegro definirá se o reintegra ao elenco ou buscará uma nova negociação.

O São Paulo não pretende comprar Artur em definitivo, e o atacante deverá retornar ao Botafogo ao término do empréstimo, em dezembro. A decisão envolve o custo da operação e o cenário financeiro do clube paulista, que também enfrenta um transfer ban ativo na Fifa.

Foto: Vitor Silva/ Botafogo
Foto: Vitor Silva/ Botafogo
Foto: Vitor Silva/ Botafogo / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a atual diretoria não planeja empenhar os 6 milhões de euros previstos para a aquisição dos direitos econômicos do ponta direita, valor equivalente a aproximadamente R$ 33,6 milhões.

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A recusa não significa que Artur tenha perdido espaço no elenco. Aos 28 anos, o atacante soma, até o momento, quatro gols e cinco assistências em 31 partidas pelo São Paulo e vem sendo utilizado com frequência.

O desempenho, entretanto, não foi suficiente para alterar a avaliação financeira da atual gestão, que não considera prioritário comprometer esse montante para assegurar sua permanência para a próxima temporada.

O cenário ainda pode ser revisto pela próxima administração do Tricolor, que assumirá após a mudança de comando prevista para o fim do ano. Até que haja uma nova decisão, o retorno ao Botafogo é o caminho projetado para o jogador.

Quando Artur foi contratado pelo São Paulo?

Artur chegou ao Morumbi no fim de março, por empréstimo sem custo de transferência, em um acordo que distribuiu os salários entre os dois clubes. O São Paulo paga aproximadamente 60% dos vencimentos.

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O Botafogo, por sua vez, permanece responsável pelos 40% restantes, conforme os termos informados na negociação. A aquisição definitiva exigiria um compromisso financeiro muito superior ao custo imediato do empréstimo.

O transfer ban ativo na Fifa acrescenta pressão ao planejamento tricolor, embora a restrição não seja, por si só, uma proibição automática de negociar direitos econômicos de jogadores. O ponto central é a disposição da atual diretoria em assumir uma nova despesa desse tamanho.

Desempenho não garante permanência

Apesar dos quatro gols e cinco assistências pelo São Paulo, Artur não convenceu a diretoria a investir € 6 milhões em sua contratação. A decisão considera o custo da operação e o planejamento financeiro do clube, que não prevê a compra do atacante.

Qual será o futuro de Artur no Botafogo?

O Botafogo investiu cerca de 10 milhões de euros para contratar o jogador junto ao Zenit, da Rússia, em janeiro de 2025. A expectativa era que ele ajudasse a preencher o espaço deixado por Luiz Henrique, negociado com o clube russo.

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A passagem por General Severiano, porém, ficou abaixo do esperado: em 60 partidas, Artur marcou dez gols e distribuiu cinco assistências. O contrato do ponta direita com o Alvinegro vai até dezembro de 2029.

Por isso, caso o São Paulo não exerça a opção de compra, o clube carioca continuará controlando seu futuro esportivo e poderá avaliar alternativas para 2027. A volta ao Glorioso não garante que Artur será incorporado ao elenco.

O Botafogo poderá decidir pela reintegração, por um novo empréstimo ou por uma negociação definitiva, conforme o planejamento esportivo da comissão técnica e, principalmente, de Tite, e as condições de mercado.

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