O Santos vive dias de apreensão nos bastidores por causa da possibilidade de sofrer um novo transfer ban. Afinal, o clube tem uma dívida de cerca de 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 12 milhões) com o Monaco, da França, referente à contratação do volante Jean Lucas. A informação é do portal "ge".
Após ter o recurso rejeitado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS), última instância para contestação do caso, a diretoria santista intensificou as tratativas com o clube francês. De acordo com o presidente Marcelo Teixeira, as partes mantêm conversas na tentativa de chegar a um acordo e evitar a punição.
"Sempre preocupa. Estamos tentando ao máximo evitar (o transfer ban). Já poderia ter ocorrido. Só não foi ocorrido porque o Santos demonstrou a boa fé de fazer o segundo pagamento, que foi em julho de 2024. Só que a outra parcela já veio em janeiro de 2025. Acumularam duas parcelas praticamente juntas em duas janelas e isso dificultou bastante a questão financeira", disse.
"Estamos conversando. Talvez, por isso, ainda não tenha acontecido o transfer ban, pela relação que existe entre os clubes. Mas, o departamento financeiro como sempre já tem que começar a programar. O que, talvez, fosse prioridade pagar uma rotina teremos que desviar esses recursos para saldar esses compromissos", completou.
Busca por reforços para sequência da temporada
Enquanto busca solucionar a pendência financeira, o Santos também planeja reforçar o elenco para a sequência da temporada. A janela de transferências abre em 20 de julho, mas, até o momento, o clube ainda não avançou em negociações para contratações.
Marcelo Teixeira criticou o período escolhido para a abertura da janela do meio do ano. Na avaliação do dirigente, o calendário favorece especulações e pouco contribui de forma prática para os clubes. Ele também destacou a valorização do mercado e afirmou que o departamento de futebol trabalha para suprir as principais carências do elenco.
"É muito prejudicial essa data de abertura da janela apenas em julho. Se faz muita prospecção, muita especulação e pouca prática. Você praticamente não consegue confirmar contratações porque os atletas estão com vínculos, com prazos de contrato vigente. Não adianta antecipar algo que você só vai poder fazer a inscrição a partir de julho. Não foi positiva essa definição de data da janela do meio de ano. Mas nada interfere no que está sendo feito de avaliação e análise do mercado", frisou.
"O mercado está muito retraído, talvez por causa da Copa. Mas, também, muito inflacionado, com valores muito altos. Estamos acompanhando, temos algumas prioridades definidas. O futebol está trabalhando nisso", acrescentou.
Depois de 21 dias de férias, o grupo santista retomou os treinamentos nesta semana. O próximo compromisso está marcado para 21 de julho, diante do Universidad Central, da Venezuela, pelo playoff da Copa Sul-Americana. Antes disso, porém, o Peixe pode entrar em campo pelo Campeonato Brasileiro, dia 16, às 19h30 (de Brasília), diante do Botafogo, no Nilton Santos.
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