Santos vai à Justiça para cobrar valor de patrocinador da "era Neymar"

EQR Capital deixou parcela do contrato em aberto, mas já negocia com o clube para quitar o débito

15 set 2026 - 09h55
(atualizado às 10h07)
Resumo
O Santos acionou a Justiça para cobrar R$ 476 mil da EQR Capital, referente à última parcela de um patrocínio firmado após o retorno de Neymar. A aproximação com a marca, que já enfrenta suspeitas de pirâmide financeira, ocorreu via intermediários ligados à família do jogador e ao ex-atleta Falcão. As partes negociam um acordo amigável. Este é o segundo processo do clube contra patrocinadores desse período, somando-se à recente cobrança da Tial, cuja dívida já foi quitada.
Falcão, junto com Bruno Avelar, indicou a empresa ao Santos –
Falcão, junto com Bruno Avelar, indicou a empresa ao Santos –
Foto: Divulgação/Santos / Jogada10

O Santos voltou à Justiça para cobrar uma empresa que patrocinou o clube após o retorno de Neymar ao futebol brasileiro. Desta vez, o alvo é a EQR Capital, responsável por um acordo comercial entre julho de 2025 e julho de 2026. A cobrança envolve R$ 476 mil, de acordo com o processo movido pelo clube.

A dívida está relacionada à última parcela do contrato, prevista para janeiro deste ano. O valor original era de R$ 450 mil, conforme consta na ação. Enquanto isso, Santos e EQR já mantêm conversas para tentar resolver a pendência sem prolongar o conflito judicial.

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Falcão, junto com Bruno Avelar, indicou a empresa ao Santos –
Foto: Divulgação/Santos / Jogada10

Empresa chegou ao Santos por intermediários

A EQR não possui relação direta com Neymar. A aproximação com o Santos aconteceu por meio do ex-jogador de futsal Falcão, que era embaixador da marca, e do empresário Bruno Avelar. O empresário participou da negociação que resultou em um contrato de R$ 5 milhões e recebeu R$ 500 mil de comissão.

Avelar também mantém proximidade com pessoas ligadas à família de Neymar. Ele já participou de eventos do Instituto Neymar Jr. e foi apresentador de um leilão beneficente da instituição. Dessa forma, sua participação ajudou a aproximar a empresa do clube naquele período.

O caso da EQR é a segunda cobrança judicial movida pelo Santos contra uma empresa que chegou ao clube após o retorno de Neymar. Anteriormente, o Alvinegro acionou a Tial, responsável pelo suco "Pley by Ney", desenvolvido em parceria com o atacante. A execução inicialmente era de R$ 1,7 milhão e, de acordo com o clube, foi quitada em 28 de agosto.

A ação contra a Tial, porém, ainda não foi retirada da Justiça. Já a situação envolvendo a EQR permanece em negociação. Além da cobrança feita pelo Santos, a empresa enfrenta outros processos judiciais e acusações relacionadas ao funcionamento de suas atividades, incluindo uma suspeita de operação de pirâmide.

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