Neste domingo (16), Neymar desfalcou o Santos por um minuto no duelo contra o Vasco, no estádio de São Januário, em partida válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O atacante não sofreu advertência com cartões da arbitragem, tampouco foi substituído pela comissão técnica.
A saída temporária do jogador ocorreu por causa da aplicação de uma nova regulamentação esportiva. A medida foi implementada de forma recente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O lance específico aconteceu após o goleiro santista Gabriel Brazão sofrer um choque na área e solicitar socorro médico no gramado. Com a nova determinação, qualquer atleta que solicitar atendimento médico no gramado precisará aguardar, no mínimo, um minuto fora das quatro linhas. Durante esse período, a equipe jogará em desvantagem numérica.
Se o jogador lesionado for o goleiro, um atleta de linha assumirá a punição de sessenta segundos fora de campo. Essa regra não foi aplicada na Copa do Mundo, mas já tem presença confirmada nos campeonatos da Inglaterra e da Espanha para a próxima temporada.
O departamento de arbitragem da CBF elaborou a medida para combater diretamente a cera disfarçada de lesão. O objetivo principal é punir e evitar que o arqueiro paralise o confronto de forma intencional.
A entidade entende que essas interrupções afetam a dinâmica do esporte. Além de esfriar e atrasar a partida, a pausa médica é frequentemente aproveitada pelos técnicos como uma oportunidade para passar instruções táticas ao elenco.
O regulamento define de maneira quem deve cumprir essa punição momentânea: o capitão do time. Existe também uma determinação especificando que, caso o goleiro seja o portador da braçadeira, um atleta de linha precisa ser designado previamente para a função.
Como Neymar era o capitão santista no jogo, coube a ele acatar a determinação. Após a conclusão do atendimento a Brazão, o jogador permaneceu do lado de fora da linha lateral, aguardando o tempo passar e o árbitro autorizar seu retorno ao gramado.