Novo Estatuto do Remo: SAF regulamentada, remuneração e "quarentena" política; veja o que muda

O Remo deu um passo decisivo em direção à modernização de sua estrutura administrativa e institucional. Durante a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), os conselheiros e associados aprovaram a ampla reforma do Estatuto Social do clube, registrando uma expressiva adesão de 98,53% dos votos. O novo regimento interno traz mudanças profundas na governança corporativa, fiscalização financeira, […]

22 out 2026 - 21h52
(atualizado às 21h52)
Resumo
Com 98,53% de aprovação, o Remo reformou seu Estatuto Social para modernizar sua gestão. O texto regulamenta a criação de uma futura SAF com quarentena de sete anos para ex-dirigentes e autoriza a remuneração de diretores estatutários. O novo regimento amplia a transparência com prestações de contas quadrimestrais, exige qualificação técnica no Conselho Fiscal para avaliar contratos acima de R$ 500 mil e estabelece regras para a transição de mandatos até novembro, assegurando a continuidade da gestão.
Sede do Remo
Sede do Remo
Foto: Divulgação/ Remo / Esporte News Mundo

O Remo deu um passo decisivo em direção à modernização de sua estrutura administrativa e institucional. Durante a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), os conselheiros e associados aprovaram a ampla reforma do Estatuto Social do clube, registrando uma expressiva adesão de 98,53% dos votos. O novo regimento interno traz mudanças profundas na governança corporativa, fiscalização financeira, regras eleitorais, além de criar bases normativas para novos modelos de gestão.

Entre as principais alterações, o texto estabelece de forma inédita o arcabouço de regras e critérios para a eventual criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Embora a aprovação não signifique a transformação imediata da instituição em empresa, o estatuto instituiu uma rigorosa "quarentena política" para blindar o clube contra conflitos de interesse. Com isso, dirigentes que atuaram na gestão do Remo só poderão integrar o comando de uma futura SAF após um intervalo de sete anos do fim de seus mandatos.

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Outra inovação de grande impacto é a permissão para remunerar diretores e gestores estatutários. A medida busca alinhar o Leão Azul ao padrão de profissionalização dos principais clubes do futebol brasileiro, permitindo a atração de executivos dedicados exclusivamente à gestão profissional, com metas claras de desempenho e cobrança por resultados.

O controle interno e a transparência financeira também ganharam reforço significativo. O Conselho Diretor passa a ter a obrigação estatutária de apresentar prestações de contas a cada quatro meses. Já o Conselho Fiscal assume a competência formal de emitir pareceres obrigatórios sobre empréstimos, obras e contratos que ultrapassem o valor de R$ 500 mil. Além disso, o órgão exige que seus membros comprovem formação técnica ou experiência mínima de três anos em áreas como administração, economia, direito, contabilidade ou auditoria.

Por fim, o documento definiu regras para a transição de gestão, estipulando que o processo ocorra até o último dia de novembro. A diretoria que assume o clube passará a receber relatórios detalhados contendo a situação patrimonial, contratos em vigor, processos judiciais e o balanço financeiro atualizado. Tal medida visa garantir continuidade e segurança administrativa entre os mandatos.

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