Maratona pesa, mas Palmeiras não abre mão do Brasileirão

Apesar do desgaste e do calendário, Abel ressalta que irá lutar pelo sonho da tríplice coroa até o fim, mesmo após empate com o Peixe

29 out 2026 - 07h31
(atualizado às 09h03)
Resumo
Em busca da tríplice coroa em 2026, o Palmeiras enfrenta uma intensa maratona de jogos no Brasileirão, na Copa do Brasil e na Libertadores. O desgaste físico e o acúmulo de lesões, principalmente no ataque, pesaram no recente empate sem gols contra o Santos, resultado que custou a liderança provisória do campeonato nacional. Apesar do cansaço e das cobranças do calendário, o técnico Abel Ferreira garantiu que a equipe seguirá focada e não abrirá mão da disputa de nenhum dos títulos restantes.
Palmeiras segue vivo em três competições e terá decisões em novembro –
Palmeiras segue vivo em três competições e terá decisões em novembro –
Foto: Cesar Greco/Palmeiras / Jogada10

Na reta decisiva de 2026, o Palmeiras mantém vivo o sonho de conquistar a tríplice coroa e erguer as taças do Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil na mesma temporada. Contudo, o desafio vai além da técnica e da qualidade do elenco, pois o desgaste físico e mental tem pesado justamente em um momento em que a equipe necessita ser certeira.

A partir de novembro, o Alviverde terá pela frente oito decisões, que podem se transformar em nove. Os cinco duelos pelo Brasileirão (Remo, Cruzeiro, Flamengo, Chapecoense e Coritiba), assim como as semifinais da Copa do Brasil (Vasco) e a decisão da Libertadores (Estudiantes) já estão garantidos. Caso avance à decisão do torneio nacional, pode encarar mais um jogo, contra Galo ou Grêmio.

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Por outro lado, o empate sem gols com o Santos, na Vila Belmiro, trouxe à tona um cenário que Abel Ferreira voltou a citar na coletiva. A dificuldade de conciliar o ritmo intenso e a quantidade de partidas da temporada. Mesmo assim, o português reforçou a ideia de que não irá abandonar nenhuma das competições, mesmo com o desgaste acumulado.

Palmeiras segue vivo em três competições e terá decisões em novembro –
Foto: Cesar Greco/Palmeiras / Jogada10

"Não vamos abrir mão de nada ou mudar meu discurso. Não sei o que vai acontecer amanhã. Encarar os jogos como precisamos encarar. É cansativo falar como se marca jogo após Data Fifa, falar de gramados, falar de descanso e também dizem que as equipes brigam por todas as competições. Vamos continuar na luta, aconteça o que acontecer amanhã, não vamos abrir mão", disse.

Desgaste notório e controle de carga

A maratona tem cobrado um preço ao elenco, sobretudo no setor ofensivo. Afinal, Paulinho convive com frequentes lesões e não consegue ser efetivo no ano. Ramón Sosa, por sua vez, também se contundiu, enquanto Vitor Roque voltou a ganhar minutos após um curto período afastado por problemas físicos. Algo que encurta as opções e traz dor de cabeça à comissão técnica.

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"Basta vocês verem os estudos que há a quantidade de lesões que temos. Portanto, não há como evitar, mesmo tendo departamento. O núcleo saúde e performance muito competente. Mas tendo em conta a exigência e a intensidade com que se joga, é difícil não não haver lesões. E às vezes vai para centroavante, outras vezes vai para zagueiro, outras vezes vai para volante", frisou

"Acho que isso também é uma situação que temos que aprender a lidar. Com esses imponderáveis que são as lesões e perceber que o futebol é isto. Precisamos também de uma pontinha de sorte nesse quesito. É não termos jogadores lesionados quando somos a única equipe que está em todas as frentes e que vai lutar por elas até o último segundo", acrescentou.

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Rodagem do elenco e demora nas substituições

Diante do Peixe, sobretudo no primeiro tempo, o que se viu em campo foram os reflexos do desgaste. O Palmeiras iniciou bem a partida, mas logo caiu de rendimento, não incomodou mais o adversário e contou com a força de seu sistema defensivo. Na etapa final, Arthur salvou em cima da linha, enquanto Carlos Miguel fez boas defesas e garantiu o resultado.

O melhor momento do Verdão no jogo foi quando Abel oxigenou a equipe e colocou peças novas em campo. Entre elas, Maurício, Arthur, Vitor Roque e Larson. Os dois últimos, inclusive, desperdiçaram as chances que tiveram e não conseguiram tirar o zero do placar. Felipe Anderson, por sua vez, não teve uma boa atuação quando entrou na segunda etapa.

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Assim, mesmo diante do desgaste físico e mental atrelado ao intenso calendário, o Alviverde conseguiu equilibrar as ações em determinados momentos da partida. Contudo, a atuação foi irregular, e o treinador demorou a entender quando o time estava nas cordas e sem força, algo que poderia ter custado, pelo menos, o ponto conquistado na Vila.

Sequência da temporada

A igualdade no placar não foi um bom resultado para as pretensões dos comandados do técnico Abel Ferreira na competição. Afinal, o Verdão perdeu a chance de assumir a liderança provisória do Brasileirão. Agora, a equipe tem os mesmos 70 pontos do líder Flamengo, porém com uma vitória a menos. O Rubro-Negro encara o Vasco, nesta quinta-feira (29), no Nilton Santos, às 20h (de Brasília).

Por fim, na próxima rodada, o Alviverde recebe o Remo na quinta-feira (5), às 19h30 (de Brasília), no Nubank Parque. Antes desse confronto, o Verdão terá o jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil pela frente. Afinal, o confronto com o Vasco ocorre no domingo (1), às 16h (de Brasília), no Nubank Parque. 

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