Palmeiras é arrolado em processo de Flamengo contra Estudiantes no TAS

26 out 2026 - 21h59
(atualizado às 23h14)
Resumo
O Palmeiras apoia o Flamengo e a Conmebol na aceleração do julgamento no TAS sobre a escalação de Marcos Rojo pelo Estudiantes na semifinal da Libertadores. Eliminado nos pênaltis, o clube carioca pede a vitória por 3 a 0 pela suposta irregularidade do atleta, que atuou via efeito suspensivo, citando a punição do Santos em 2018. Finalista, o Palmeiras apenas monitora o caso, que pode mudar o adversário da decisão antes do dia 28 de novembro, mas considera a vaga argentina legítima em campo.

A disputa envolvendo a escalação de Marcos Rojo pelo Estudiantes na semifinal da Libertadores ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (26 de outubro). Com a possibilidade de uma mudança na definição dos finalistas, o Palmeiras também passou a acompanhar diretamente os desdobramentos do processo.

Foto: Leila Pereira, presidente do Palmeiras ( César Greco/SEP) / Gávea News

O clube paulista foi incluído entre os interessados na ação que tramita no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e manifestou apoio à proposta de acelerar o julgamento, defendida pelo Flamengo e pela Conmebol. Tais informações foram divulgadas pela jornalista Raisa Simplicio.

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Apesar do posicionamento favorável à rapidez do procedimento, o Palmeiras entende que não deveria participar diretamente da disputa jurídica. Na avaliação do Verdão, a discussão sobre a regularidade da inscrição de Rojo envolve principalmente o Estudiantes e a entidade sul-americana.

A equipe paulista acompanha as notificações do processo, já que uma eventual punição ao clube argentino poderia provocar mudanças na decisão da Libertadores, marcada para sábado (28 de novembro), no Estádio Centenário, em Montevidéu.

O caso começou depois que o Estudiantes tentou inscrever Marcos Rojo para a semifinal contra o Flamengo. A Conmebol rejeitou inicialmente o pedido, considerando as regras relacionadas ao período de transferências.

O clube argentino recorreu ao TAS e conseguiu uma autorização provisória para utilizar o defensor na partida de volta, disputada no Maracanã, em 22 de outubro.

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A liberação, contudo, não representou uma decisão definitiva sobre a regularidade da inscrição. O tribunal também não afastou a possibilidade de consequências esportivas caso sejam constatadas irregularidades.

Após a eliminação nos pênaltis, o Flamengo apresentou uma reclamação formal à Conmebol e passou a defender a aplicação de uma derrota administrativa por 3 a 0 ao Estudiantes.

O Rubro-Negro também solicitou que a situação seja resolvida antes da final da competição.

Enquanto isso, o Palmeiras mantém sua preparação para enfrentar o Estudiantes na decisão. O técnico Abel Ferreira já declarou que considera a classificação da equipe argentina legítima dentro de campo, embora tenha ressaltado que as questões jurídicas não são de sua responsabilidade.

Até esta segunda-feira, o TAS ainda não havia definido uma data para a audiência que analisará o mérito da controvérsia.

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Santos pode 'ajudar' o Flamengo

O pedido do Flamengo tem como um dos principais argumentos um episódio envolvendo o Santos na Libertadores de 2018. Na ocasião, o clube paulista foi punido pela Conmebol após escalar irregularmente o meio-campista uruguaio Carlos Sánchez contra o Independiente, da Argentina, pelas oitavas de final.

O confronto de ida, disputado em Avellaneda, terminou empatado por 0 a 0. No entanto, o Independiente apresentou uma reclamação formal à entidade sul-americana, alegando que Sánchez ainda precisava cumprir uma suspensão recebida em 2015, quando defendia o River Plate.

Na época, o jogador havia sido punido com três partidas de suspensão após uma expulsão na Copa Sul-Americana. Uma anistia concedida pela Conmebol reduziu a penalidade para um jogo, que deveria ter sido cumprido justamente diante do Independiente.

O Santos argumentou que o sistema de registros da própria Conmebol indicava que o atleta estava liberado para atuar. A justificativa não foi aceita pelo Tribunal de Disciplina, que considerou o clube responsável pela escalação irregular.

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Com isso, a entidade alterou o resultado da partida e determinou uma vitória administrativa por 3 a 0 para o Independiente. No confronto de volta, disputado no Pacaembu, as equipes empataram novamente sem gols, resultado que confirmou a eliminação santista.

O episódio serve como referência para a argumentação do Flamengo, mas existe uma diferença importante entre os dois casos. Enquanto Carlos Sánchez entrou em campo com uma suspensão pendente, Marcos Rojo foi utilizado pelo Estudiantes após receber uma autorização provisória do TAS.

Dessa forma, embora o precedente demonstre que a Conmebol pode modificar resultados por escalações irregulares, ele não garante que o Estudiantes receberá a mesma punição. A definição depende da análise das condições estabelecidas pelo tribunal para a participação de Rojo.

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