Titular absoluto do Palmeiras há um ano, o goleiro Carlos Miguel tornou-se peça-chave do time de Abel Ferreira em mata-matas. Herói em disputas de pênaltis contra LDU e Fluminense, ele foi crucial para levar o clube à final da Libertadores e superou a desconfiança inicial para substituir Weverton. Agora, seguro e decisivo com seus 2,04m, o arqueiro mira uma nova decisão no confronto deste domingo contra o Vasco, pela semifinal da Copa do Brasil, em busca de consolidar seu nome na história alviverde.
Ao completar um ano como titular do Palmeiras, em outubro, Carlos Miguel se transformou em uma das peças mais importantes do elenco de Abel Ferreira, sobretudo em mata-matas. Afinal, o goleiro foi fundamental para levar a equipe à decisão da Libertadores e agora está pronto para ajudar no duelo com o Vasco, pela semifinal da Copa do Brasil.
Neste domingo (8), em São Januário, o Alviverde necessita apenas de um empate para se garantir na final. Entretanto, enfrentou configurações semelhantes diante de LDU e Fluminense, no torneio continental, e não conseguiu segurar ou ampliar a vantagem, tendo que definir a vaga nos pênaltis.
+ Leia mais: Jhon Arias é convocado, e Palmeiras já perde quatro jogadores na Data Fifa
Foi nesse contexto que o arqueiro se destacou e se consolidou como titular absoluto. Em Quito, depois de um triunfo por 1 a 0, no Nubank Parque, o Alviverde conseguiu ficar à frente duas vezes, mas sofreu dois gols nos minutos finais, o que encaminhou para as penalidades máximas. O camisa 1, então, defendeu duas cobranças (Lucas Rodríguez e Segovia) e teve uma noite de herói na altitude.
Na fase seguinte, o goleiro voltou a ser decisivo diante do Fluminense. Após a vitória por 2 a 1 em pleno Maracanã, o Palmeiras não sustentou a vantagem em casa e sofreu o gol de Hércules na reta final da partida. No entanto, na decisão por pênaltis, Carlos Miguel defendeu a cobrança de Nonato e assegurou o time na final.
Mudança de patamar no elenco
Com 2,04 metros de altura, o goleiro tem se destacado com saídas de bola seguras e boa impulsão. O jogador, então, deixou de lado as falhas em alguns momentos da temporada, como nos duelos com o Atlético-MG e o Cerro Porteño, para esbanjar mais segurança e personalidade, sobretudo no fundamento dos pênaltis.
Contratado por cinco milhões de euros (cerca de R$ 34 milhões na época), o arqueiro demonstra boa reação e velocidade em lances à queima-roupa, assim como força no jogo aéreo. Agora, conseguiu deixar para trás o desafio de substituir Weverton, que tem uma rica história no clube, e mostrar credenciais para ser decisivo.
"Falta muito para eu colocar meu nome na história do Palmeiras. Vamos aos poucos (desejo de construir e colocar o nome na história), pois sei que o trabalho está sendo feito. Não só meu, mas de todos os profissionais que trabalham no dia a dia. Se Deus quiser, iremos batalhar e coisas grandes estão por vir", disse pós a classificação diante do Fluminense.
"Muita alegria pelo meu momento, tenho só de agradecer aos profissionais do clube que me mostram o caminho para eu poder ajudar a equipe. Graças a Deus, estou conseguindo. É manter os pés no chão. É o primeiro ano e teremos muitos ainda para manter esse mesmo nível, essa mesma pegada. Chegar ao final do ano na briga por essas três competições é muito importante, muito difícil. Queremos manter essa hegemonia do Palmeiras por muitos anos e espero poder ajudar por muito tempo também", afirmou.
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.