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Novo julgamento sobre morte de Maradona começa na Argentina

14 abr 2026 - 10h22

Um novo julgamento ‌sobre a morte do ídolo do futebol argentino Diego Maradona terá início na terça-feira, com sete membros de sua equipe médica acusados de homicídio por negligência, quase um ano após um processo anterior ter sido anulado.

Uma presença duradoura na Argentina -- de murais imponentes a tatuagens -- Maradona ⁠morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após ‌um ataque cardíaco enquanto se recuperava de uma cirurgia no cérebro para remover um coágulo sanguíneo.

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Um tribunal em San Isidro, perto de ‌Buenos Aires, ouvirá depoimentos de pouco menos ‌de 100 testemunhas ao julgar a equipe médica de Maradona por ⁠suposta negligência na morte do campeão da Copa do Mundo de 1986.

Sua equipe médica negou qualquer irregularidade. Os réus são a psiquiatra Agustina Cosachov, o neurocirurgião Leopoldo Luque, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, a médica Nancy Edith Forlini, o enfermeiro Ricardo Almirón, o enfermeiro-chefe Mariano ‌Ariel Perroni e o médico Pedro Pablo Di Spagna. Um oitavo réu, ‌a enfermeira Dahiana Madrid, ⁠será julgado por ⁠um júri separado, ainda sem data definida.

Dois meses após o início do primeiro julgamento, ⁠que começou em março do ‌ano passado, foi declarada a ‌anulação do julgamento quando uma das três juízas, Julieta Makintach, renunciou ao cargo depois que um vídeo veio à tona mostrando-a sendo entrevistada por uma equipe de filmagem nos corredores do tribunal ⁠e em seu escritório como parte de um documentário, violando as regras judiciais.

O novo julgamento exigirá que tanto os promotores quanto os advogados de defesa reavaliem suas estratégias depois que o primeiro julgamento exibiu fotografias, vídeos, gravações de áudio ‌e provas forenses. Muitas testemunhas, incluindo os filhos de Maradona e sua ex-esposa, Claudia Villafane, já depuseram.

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No julgamento inicial, os promotores argumentaram ⁠que os profissionais da área médica violaram os protocolos de tratamento e que a casa onde Maradona estava se recuperando de uma cirurgia se assemelhava a um "teatro de horror", onde os cuidados necessários não foram prestados.

A defesa argumentou que sua morte era inevitável devido a problemas de saúde de longa data. Maradona lutou durante décadas contra o vício em cocaína e álcool.

As acusações de negligência surgiram em 2021, depois que os promotores nomearam uma junta médica para investigar a morte de Maradona. O painel concluiu que sua equipe médica agiu de forma "inadequada, deficiente e imprudente".

Se condenados, os réus podem pegar penas de prisão que variam de oito a 25 anos.

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