Ícone do surfe brasileiro, Dadá Figueiredo morreu aos 61 anos após ser internado com pneumonia. Famoso nos anos 1980 por unir manobras radicais inspiradas no skate a uma forte atitude punk, ele rompeu padrões do esporte e foi campeão carioca em 1989. Fora d'água, atuou na música, na moda e teve a trajetória retratada no documentário "Radical", de 2014. Sua morte foi lamentada pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro, que celebrou seu legado de transformação e inspiração para várias gerações.
O surfe brasileiro perdeu um de seus personagens mais marcantes. Dadá Figueiredo morreu no sábado, 24, aos 61 anos, depois de ser internado com pneumonia. O carioca ganhou projeção nos anos 1980 ao combinar radicalidade nas ondas, influência do skate e uma personalidade ligada ao movimento punk.
A morte foi lamentada pela Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj), que destacou sua contribuição para a modalidade e a influência sobre diferentes gerações de atletas.
Estilo que rompeu padrões
Dadá construiu sua identidade com um surfe agressivo, marcado por movimentos verticais e manobras que incorporavam referências do skate. Sua importância ultrapassou os resultados em campeonatos: tornou-se conhecido pela liberdade de experimentar e por desafiar os padrões do esporte naquela época.
Entre suas principais conquistas estão o Campeonato Carioca de 1989 e o Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema no mesmo ano. Em 1993, foi escolhido o melhor freesurfer do Brasil, reconhecimento voltado ao desempenho nas ondas para além das competições.
Música e trajetória nas telas
A ligação com a cultura punk também apareceu fora da água. Dadá foi baixista da banda Os Normais e criou as marcas Anti-Fashion e Necrose Social, levando sua identidade para a música e o vestuário.
Sua história foi retratada no documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo, lançado em 2014. O filme aborda os caminhos pessoais e esportivos de uma figura que conquistou espaço pela técnica e pela atitude.
Pai de três filhos, entre eles o também surfista Dávio Figueiredo, Dadá deixa uma trajetória associada à transformação do surfe brasileiro.
Federação destaca legado
Na homenagem ao surfista, a Feserj ressaltou sua autenticidade e a capacidade de influenciar quem veio depois.
"Ele rompeu paradigmas, transformou a cultura do surfe carioca e nacional e inspirou gerações", afirmou a entidade.