O UFC Casa Branca, realizado em junho, foi talvez o evento da maior repercussão da história da organização, muito por conta de toda a situação que o envolveu antes, durante e depois da realização do card, comemorativo dos 250 anos da independência dos Estados Unidos. Mas nem tudo foram 'alegrias' para seus organizadores.
Apesar de toda a repercussão e da grande audiência que o evento teve, houve uma questão a qual o Ultimate enfrentou um problema; a financeira. Neste caso, o fato de que a realização do card na residência oficial do presidente dos EUA rendeu um prejuízo milionário para a entidade, segundo o revelado na divulgação do balanço trimestral da TKO, a empresa dona do UFC.
Segundo os números obtidos pelo site MMAFighting, o UFC teve cerca de US$ 30 milhões (mais de R$ 153,4 milhões) com a organização do evento na Casa Branca. Os números indicados pelo balanço estariam dentro do mínimo previsto inicialmente com o card, que não teve arrecadação com venda de ingressos, já que apenas convidados da empresa e do presidente Donald Trump puderam ver as lutas na arena montada nos jardins da residência presidencial americana.
No entanto, a estimativa seria a de que o prejuízo fosse bem maior, de cerca de US$ 60 milhões (mais de R$ 306,88 milhões) com o UFC Casa Branca. Mas isto teria sido mitigado, segundo executivos da organização, com acordos comerciais que foram feitos para o evento, o que ajudou também nos números obtidos pela TKO no segundo trimestre de 2026.
O faturamento do UFC para este período do ano foi de US$ 535,7 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões), muito disso já contando com os valores do contrato de direitos de transmissão com a Paramount, que incluiu nesta conta algo em torno de US$ 64,7 milhões (perto de R$ 331 milhões) para os números do balanço da TKO.