Strickland detona UFC por salários de atletas: "São predatórios"

Não são poucos os lutadores que reclamam do UFC pela política salarial que a organização coloca para seus contratados,

29 jul 2026 - 16h58
(atualizado às 16h58)
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Foto: Divulgação/X Oficial do UFC / Esporte News Mundo

Não são poucos os lutadores que reclamam do UFC pela política salarial que a organização coloca para seus contratados, vendo que esta não tem pago o que acreditam que deveriam receber pelo trabalho realizado dentro do octógono. Quem também faz parte deste 'grupo' é um atual campeão do Ultimate.

Sean Strickland, dono do cinturão dos médios da empresa, deu entrevista ao podcast de Shawn Ryan, no qual lançou uma crítica sobre a política salarial do Ultimate, a chamando de 'predatória', por ver nos valores que são geralmente pagos aos lutadores como 'baixos', até mesmo arriscando comparar o significado dos ganhos que recebe com os de atletas que vivem em outros países, como o Brasil.

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- Se você luta pelo UFC, você é pobre. Até mesmo no UFC, tem caras quer recebem 10 mil para lutar e outros 10 mil para vencer. São 20 mil. Então, você tem que pagar seu agente, os impostos e, se você perder, você fica com uns sete ou oito mil. Agora, se você se machuca ou não consegue lutar. Eles são muito brutais, o UFC é predatório - declarou Strickland.

- É por isso que você vê os estrangeiros se darem bem. No Brasil, tem caras que vivem na favela e, para eles, (ganhar) 10 mil muda a vida deles. Tenho amigos que vivem em lugares como o Daguestão e o Brasil, e quando eles voltam, eles vivem como reis. Aqui, nem dá para pagar aluguel. Então, o UFC é predatório. Eu estou feliz, ganho bem. Mas só quem está no topo ganha bem - completou o americano.

O tema dos salários dos lutadores no UFC tem sido discutido há algum tempo e a organização foi alvo de processos na Justiça nos quais suas prática salariais e trabalhistas foram alvo de escrutínio de ex-atletas. A criação de um sindicato para agregar os atletas e discutir o assunto e exigir melhores pagamentos tem sido mencionada e várias tentativas, todas sem sucesso, de se organizar tal associação, que existe nas principais ligas radicadas nos Estados Unidos, aconteceram

Mas Sean Strickland não vê apenas o dinheiro pago pelo Ultimate aos atletas como algo que não estaria de acordo com as necessidades do esporte. Algumas das táticas de negociação para lutas feitas pela empresa também foram criticadas, até mesmo com o campeão dos médios expondo situações deste tipo no qual a entidade 'põe na geladeira' lutadores que recusam determinadas situações.

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- O UFC ama se você aceitar lutar de última hora. Se eles te ligam e te pedem para lutar faltando cinco dias, eles vão aumentar seu salário, uns 30, 40 ou 50 mil. O UFC adora que você aceite lutas em cima da hora, e são elas que fazem você ganhar mais. Tipo, tem um dos 'matchmakers', o Sean Shelby, que todo mundo odeia ele. Sou amigo dele e ele era o meu matchmaker quando eu lutava nos meio-médios. E ele era muito chato, muito brutal. Se você fizesse uma luta chata ou algo assim, ele te deixava de lado por meses - afirmou o lutador.

- A gente ligava para o Sean para pedir lutas e depois ele aparecia com uma luta daqui a duas semanas. Cara, duas semanas? Não tem uma para depois? Se você disser 'não', ele te colocava 'na geladeira'. Sim, o UFC é bem brutal e é por isso que atrai tantos 'degenerados'. 10 mil para muitos caras, de onde eles vem, isso é muito dinheiro. E, se eu pudesse dizer isso a alguém, eu diria para não virem para o UFC - completou Strickland.

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