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Nuzman é condenado a mais de 30 anos de prisão por compra de votos para Rio sediar Olimpíada

26 nov 2021 08h27
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O ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do comitê organizador da Olimpíada Rio 2016 Carlos Arthur Nuzman foi condenado a mais de 30 anos de prisão por corrupção, organização criminosa, lavagem de ativos e evasão de divisas em um caso em que é acusado de compra de votos para que a capital fluminense sediasse os Jogos Olímpicos.

Ex-presidente do COB Carlos Arthur Nuzman deixa prisão no Rio de Janeiro 20/10/2017 REUTERS/Bruno Kelly
Foto: Reuters

Na sentença, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, também determinou o bloqueio de bens de Nuzman no valor de 11,4 milhões de reais para ressarcimento de prejuízos causados.

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A condenação é um desdobramento da Operação Unfairplay, que apontou o alegado esquema de compra de votos para que o Rio fosse escolhido para sediar os Jogos de 2016.

"Carlos Arthur Nuzman foi o principal idealizador do esquema ilícito perscrutado nestes autos e assim agiu valendo-se do alto cargo conquistado ao longo de 22 anos como presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, razão pela qual a sua conduta deve ser valorada com maior rigor do que a de um corrupto qualquer", escreveu Bretas na sentença.

O ex-presidente do COB, que chegou a ser preso no âmbito da Operação Unfairplay em 2017, mas foi posteriormente solto, poderá recorrer da sentença em liberdade.

Além de Nuzman também foram condenados Leonardo Gryner, também membro do comitê organizador dos Jogos, e o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

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Não foi possível contactar a defesa de Nuzman, mas na defesa protocolada nos autos do processo, os advogados do ex-presidente do COB afirmam que o Ministério Público abusou do poder de denunciar e que as acusações contra Nuzman se baseiam em conjecturas.

Também no processo, os advogados de Gryner afirmaram que as condutas narradas pelo Ministério Público na denúncia contra o ex-diretor do comitê organizador não constituem crimes. Já os advogados de Cabral argumentaram que Bretas estaria impedido de julgar o caso.

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