Los Angeles 2028: COI anuncia testes genéticos para mulheres participarem dos jogos

O COI anunciou uma mudança histórica nos critérios de elegibilidade da categoria feminina para os Jogos Olímpicos

26 mar 2026 - 11h07
(atualizado às 11h48)
Foto: Esporte News Mundo

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira (26) uma mudança histórica que redefine os critérios de elegibilidade para a categoria feminina nos Jogos Olímpicos. Sob a gestão de Kirsty Coventry, a entidade determinou que, a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, apenas atletas consideradas "mulheres biológicas" poderão competir na categoria, com base em testes genéticos.

Kirsty Coventry em cerimônia das Olimpíadas de Milão-Cortina, em 2026
Foto: Divulgação/Instagram / Esporte News Mundo

A nova diretriz estabelece a aplicação de um exame para identificar a presença do gene SRY, associado ao desenvolvimento de características masculinas. Atletas sem o gene serão consideradas aptas de forma permanente para disputar provas femininas. Com isso, mulheres trans deixam de ser elegíveis nessa categoria, embora possam competir em disputas masculinas, mistas ou abertas.

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Segundo Coventry, a decisão se apoia em argumentos científicos e de segurança, destacando que diferenças biológicas podem gerar vantagens em força, potência e resistência, além de riscos em modalidades de contato. A medida também ocorre em um contexto de pressões políticas e jurídicas, especialmente nos Estados Unidos, sede dos Jogos de 2028, onde há discussões sobre critérios semelhantes no esporte.

A mudança busca encerrar um ciclo de controvérsias recentes que marcaram o cenário olímpico. Nos Jogos de Tóquio 2021, a participação da halterofilista Laurel Hubbard gerou amplo debate. Já em Paris 2024, casos envolvendo atletas com Diferenças de Desenvolvimento Sexual voltaram ao centro das discussões, especialmente após decisões conflitantes entre federações e o próprio COI.

A halterofilista Laurel Hubbard
Foto: Divulgação/Instagram/AIPS Media / Esporte News Mundo

Com a nova política, o COI adota uma linha mais rígida e uniforme para todas as modalidades, alinhando-se a federações internacionais que já vinham restringindo a participação na categoria feminina.

A entidade afirma que o objetivo é garantir equidade competitiva e segurança, ao mesmo tempo em que tenta reduzir disputas jurídicas e preservar a integridade das competições olímpicas.

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