Kozo Tashima, presidente de honra da federação japonesa, anunciou sua pré-candidatura à presidência da Fifa para a eleição de março de 2027. O dirigente busca ser o primeiro japonês no cargo e tem como objetivo recuperar a integridade da entidade, que enfrenta críticas pela gestão de Gianni Infantino, especialmente por sua proximidade com Donald Trump. Para formalizar a disputa contra Infantino, Tashima já tem o apoio da federação do Japão e precisa do aval de cinco associações até novembro.
O quadro de candidatos à presidência da Fifa ganhou um novo concorrente. O japonês Kozo Tashima, de 68 anos, anunciou nesta quinta-feira (5) a intenção de disputar a presidência da entidade na eleição prevista para março de 2027. Atual presidente honorário da JFA e integrante do Conselho da entidade mundial, o dirigente pretende se tornar o primeiro japonês a concorrer ao cargo. Para oficializar a candidatura, ele precisa apresentar o apoio de pelo menos cinco associações nacionais até 18 de novembro.
A movimentação acontece em um momento de questionamentos sobre a administração de Gianni Infantino, que pretende conquistar mais um mandato. A relação próxima do atual presidente da Fifa com Donald Trump e episódios envolvendo decisões relacionadas ao futebol dos EUA provocaram críticas, inclusive na Europa. Apesar do desgaste, Infantino ainda não enfrenta um adversário de peso declarado na disputa.
Tashima aponta necessidade de recuperar credibilidade da Fifa
"Tomei essa decisão para devolver à Fifa sua integridade. O futebol japonês, desde o princípio, sempre protegeu um esporte honesto, saudável e íntegro. Portanto, temos que dar continuidade a esse compromisso", declarou o candidato nipônico.
Ele também apontou que a capacidade de a Fifa rever seus próprios deslizes está em julgamento. Entre os episódios que alimentam as críticas estão as discussões sobre a suspensão de jogadores da seleção americana durante a Copa do Mundo. Além disso, surgiram questionamentos sobre a relação entre Infantino e Trump e os procedimentos envolvendo a entrada da seleção do Irã em território norte-americano.
A JFA já declarou apoio ao dirigente. Em reunião ocorrida na madrugada desta quinta-feira (5), a diretoria aprovou uma resolução para apoiar e recomendar Tashima na eleição. O presidente da entidade, Tsuneyasu Miyamoto, confirmou a decisão durante a coletiva e reforçou o respaldo institucional à iniciativa.
Infantino, por outro lado, pretende continuar à frente da Fifa e buscar a reeleição em março de 2027. Embora Tashima tenha anunciado sua intenção de concorrer, ainda precisa cumprir os requisitos para formalizar a sua candidatura. Caso consiga as cinco recomendações dentro do prazo, o presidente honorário poderá entrar oficialmente na disputa pelo comando do futebol mundial.
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