Apresentado como novo técnico do Internacional para substituir Paulo Pezzolano, Eduardo Baptista reduziu a desconfiança inicial da torcida com uma postura firme e confiante em sua primeira entrevista. Escolhido por sua disposição em assumir a pressão imediatamente no Campeonato Brasileiro, o treinador agradou à diretoria pela franqueza. Agora, Baptista corre contra o tempo para avaliar o elenco e transformar a boa impressão em organização tática, desempenho e pontos na tabela.
Eduardo Baptista ainda não comandou o Internacional, mas já enfrenta um dos desafios de sua chegada: a desconfiança. Apresentado na quinta-feira, o técnico conseguiu mudar, em menos de uma hora de entrevista, a percepção de parte da torcida sobre sua contratação.
A Agência RTI Esporte apurou que a direção do Inter avaliou a postura de Baptista na apresentação. Internamente, o clube viu segurança para assumir um elenco pressionado, objetividade nas ideias e franqueza sobre as dificuldades.
Baptista também reforçou características que pesaram na escolha. Mostrou disposição para assumir a pressão e passou à direção a convicção de que o elenco ainda pode reagir na Série A do Campeonato Brasileiro.
A escolha, inicialmente, não foi recebida com unanimidade entre os torcedores. Nas redes sociais, o nome do treinador foi comparado aos profissionais avaliados anteriormente pelo clube, como Luís Zubeldía e Diego Aguirre.
O que pesou na escolha do técnico?
Alessandro Barcellos afirmou que Eduardo Baptista foi o único treinador com quem o Internacional efetivamente negociou. A direção, entretanto, consultou outros profissionais durante o processo de busca pelo substituto de Paulo Pezzolano.
Nesse cenário, a avaliação sobre Baptista não se restringiu ao currículo. O clube procurava um treinador disposto a assumir o trabalho imediatamente e capaz de lidar com um ambiente de pressão sem transformar o momento em justificativa para eventuais dificuldades.
Na apresentação, Baptista reforçou exatamente esse perfil. Ao ser questionado sobre a situação do Internacional, evitou tratar o cenário como um problema sem solução. "É a minha grande oportunidade, não vejo incêndio. Vejo uma situação difícil, mas vejo muito possível."
Técnico terá pouco tempo para responder
A boa impressão inicial, contudo, ainda precisa ser confirmada no trabalho diário. A direção espera que Eduardo Baptista consiga rapidamente estabelecer organização, melhorar o comportamento coletivo e encontrar uma formação capaz de somar pontos.
A Agência RTI Esporte apurou ainda que a comissão técnica pretende utilizar os primeiros treinamentos para observar individualmente os jogadores antes de promover mudanças mais profundas. A avaliação do elenco será importante para definir quem terá espaço na sequência.
Eduardo Baptista também terá participação direta na escolha da equipe e na definição das prioridades para a reta final do campeonato. A comissão técnica anterior deixou um cenário de pressão, e o novo treinador precisará encontrar respostas em um espaço curto de tempo.
A apresentação, portanto, funcionou como o primeiro contato com a torcida e com o ambiente político do clube. O discurso reduziu parte da resistência inicial, mas o resultado dessa mudança de percepção será medido no campo.
Para Eduardo Baptista, a fase de convencimento terminou rapidamente. Agora começa a etapa mais importante: transformar a confiança demonstrada na apresentação em organização, desempenho e pontos para o Internacional.