Willer Tomaz afirma que pagou R$ 3,6 milhões em mansão que é alvo de disputa com o jogador Richarlison

Advogado diz que parte do dinheiro foi usado para quitar dívidas do imóvel; atacante do Tottenham contesta

22 out 2026 - 22h36
(atualizado às 23h48)
O advogado Willer Tomaz mantém uma disputa judicial com Richarlison por uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro
O advogado Willer Tomaz mantém uma disputa judicial com Richarlison por uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A disputa judicial entre Willer Tomaz e Richarlison por uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, ganhou mais um capítulo. O advogado afirma que pagou R$ 3,6 milhões pelo imóvel, localizado na Ilha Comprida, em 2022, e pouco mais de 80% do valor foi destinado ao pagamento de dívidas de impostos. 

Willer afirma que pagou cerca de R$ 3 milhões para quitar impostos que estavam atrasados há dez anos. As informações são do portal Uol. A compra foi feita por meio da sua empresa, a WT Administração de Imóveis e Bens S/A, e a escritura pública do imóvel ainda consta o pagamento de R$ 600 mil pelo advogado. 

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Do outro lado, Richarlison afirma que investiu cerca de R$ 10 milhões. Segundo ele, o valor inclui R$ 4,66 milhões pagos a antigos ocupantes, além de despesas com reformas e segurança.

Willer Tomaz teria negociado a compra da mansão com um homem chamado Donato Capabianco Galvez, que tinha autorização para tratar do negócio em nome da M. Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Limitada.

Em sua última manifestação sobre o caso,  Richarlison apresentou documentos e números de processos que, segundo ele, comprovam a compra da propriedade. O jogador voltou a cobrar a devolução do imóvel e questionou a atuação da Justiça e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) na disputa pela posse da área.

A manifestação ocorreu após o advogado Willer Tomaz desafiar o atleta a apresentar provas de que havia adquirido legalmente a propriedade. Em vídeo, Richarlison afirmou que a negociação foi feita de forma regular e que a Justiça do Rio de Janeiro validou sua posse.

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Richarlison mostra documentos que comprovariam compra de mansão em ilha no RJ
Foto: Reprodução/Instagram

Relembre o caso

A disputa envolve uma mansão localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na propriedade e acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz de terem obtido a posse do imóvel sem lhe pagar o valor investido.

Segundo relato anterior do jogador, a aquisição ocorreu durante a pandemia de covid-19, em uma parceria com Alencar da Silveira Júnior e Renato Velasco, ex-empresário do atacante. Em 2020, a mansão foi comprada pela Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., empresa ligada a Velasco.

Em 2022, uma decisão judicial transferiu a posse do imóvel à WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa ligada a Willer Tomaz. A disputa envolve também reivindicações de representantes dos espólios de antigos proprietários e questões relacionadas à documentação da área.

Em vídeo publicado anteriormente, Richarlison pediu que a Polícia Federal investigasse o caso e afirmou que não recebeu o dinheiro investido. O jogador disse ainda que pretende doar o valor caso consiga recuperá-lo.

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Flávio Bolsonaro negou envolvimento na negociação. Ele afirmou que “não comprou, vendeu, intermediou nem possui qualquer vínculo com o imóvel em questão”. Sua assessoria também declarou que o processo entre proprietário e possuidor foi encerrado na Justiça e que eventuais manifestações caberiam aos envolvidos.

Willer Tomaz, por sua vez, afirmou que Richarlison nunca foi parte nos processos judiciais e que a empresa ligada ao jogador perdeu as ações, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O advogado também declarou que o negócio já foi investigado e que o inquérito foi arquivado por falta de indícios de crime. Tomaz ainda informou que move uma ação por danos morais contra o atacante em razão das declarações públicas.

Em junho de 2025, o STJ confirmou decisão anterior do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que reconheceu o direito de posse de Tomaz sobre a mansão.

Fonte: Portal Terra
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