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Richarlison expõe documentos que comprovariam compra de ilha em Angra dos Reis e cobra devolução

Após ser questionado por Willer Tomaz, atacante divulgou números de processos e afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões

21 out 2026 - 10h58
(atualizado às 11h50)
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Richarlison mostra documentos sobre ilha disputada com amigo de Flávio Bolsonaro: ‘Tá aí a prova’:

O atacante Richarlison publicou nas redes sociais, nesta quarta-feira, 21, documentos e números de processos que, segundo ele, comprovam a compra de uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro. O jogador voltou a cobrar a devolução do imóvel e questionou a atuação da Justiça e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) na disputa pela posse da área.

A manifestação ocorreu após o advogado Willer Tomaz desafiar o atleta a apresentar provas de que havia adquirido legalmente a propriedade. Em vídeo, Richarlison afirmou que a negociação foi feita de forma regular e que a Justiça do Rio de Janeiro validou sua posse.

“Eu, como cidadão brasileiro, fico indignado porque aquela ilha lá eu comprei com dinheiro suado meu, trabalhando”, afirmou o atacante, que também disse ter esperado quase um ano por uma resposta sobre a regularização do imóvel.

Richarlison mostra documentos que comprovariam compra de mansão em ilha no RJ
Richarlison mostra documentos que comprovariam compra de mansão em ilha no RJ
Foto: Reprodução/Instagram

No post, Richarlison disse que comprou a área em outubro de 2020, em parceria com o deputado Alencar da Silveira Júnior, e que os investimentos chegaram a cerca de R$ 10 milhões. Segundo ele, o valor inclui R$ 4,66 milhões pagos a antigos ocupantes, além de despesas com reformas e segurança.

O jogador divulgou números de processos judiciais e administrativos relacionados ao caso e afirmou que recibos, contratos e conversas foram entregues a jornalistas e autoridades. Ele também afirmou que a Polícia Federal investiga irregularidades na disputa pela propriedade em um inquérito.

Richarlison questionou a diferença entre o tempo de tramitação de seu pedido de regularização e o de uma solicitação ligada à empresa de Tomaz. Segundo o atacante, seu requerimento ficou parado por dez meses, enquanto o da outra empresa teria sido aprovado em um único dia, em julho de 2022.

Richarlison mostra documentos que comprovariam compra de mansão em ilha no RJ
Richarlison mostra documentos que comprovariam compra de mansão em ilha no RJ
Foto: Reprodução/Instagram

“Então está aí a prova, seu Willer Tomaz. Você falou que, se eu tivesse a prova que eu comprei a ilha, você ia devolver a ilha”, disse o jogador no vídeo.

Richarlison ainda afirmou que foi acusado de trazer o caso a público para se aproveitar do momento eleitoral, mas mostrou um print de mensagens enviadas a Flávio Bolsonaro (PL), que concorre à Presidência da República, do dia 5 de abril, em que cobra respostas sobre a ilha.

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro não se manifestaram sobre o assunto até a publicação desta reportagem.

Relembre o caso

A disputa envolve uma mansão localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na propriedade e acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz de terem obtido a posse do imóvel sem lhe pagar o valor investido.

Segundo relato anterior do jogador, a aquisição ocorreu durante a pandemia de covid-19, em uma parceria com Alencar da Silveira Júnior e Renato Velasco, ex-empresário do atacante. Em 2020, a mansão foi comprada pela Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., empresa ligada a Velasco.

Em 2022, uma decisão judicial transferiu a posse do imóvel à WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa ligada a Willer Tomaz. A disputa envolve também reivindicações de representantes dos espólios de antigos proprietários e questões relacionadas à documentação da área.

Richarlison volta a falar sobre mansão na Ilha Comprida em Angra dos Reis:

Em vídeo publicado anteriormente, Richarlison pediu que a Polícia Federal investigasse o caso e afirmou que não recebeu o dinheiro investido. O jogador disse ainda que pretende doar o valor caso consiga recuperá-lo.

Flávio Bolsonaro negou envolvimento na negociação. Ele afirmou que “não comprou, vendeu, intermediou nem possui qualquer vínculo com o imóvel em questão”. Sua assessoria também declarou que o processo entre proprietário e possuidor foi encerrado na Justiça e que eventuais manifestações caberiam aos envolvidos.

Willer Tomaz, por sua vez, afirmou que Richarlison nunca foi parte nos processos judiciais e que a empresa ligada ao jogador perdeu as ações, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O advogado também declarou que o negócio já foi investigado e que o inquérito foi arquivado por falta de indícios de crime. Tomaz ainda informou que move uma ação por danos morais contra o atacante em razão das declarações públicas.

Em junho de 2025, o STJ confirmou decisão anterior do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que reconheceu o direito de posse de Tomaz sobre a mansão.

Fonte: Portal Terra
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