A derrota do Internacional por 3 a 2 para o Santos aprofundou a crise no Beira-Rio, culminando em protestos violentos da torcida, agressões a seguranças e tentativa de invasão da zona mista contida pelo choque da PM. Na zona de rebaixamento e há dez jogos sem vencer no Brasileirão, o clube viu o capitão Mercado cobrar união do elenco, enquanto a diretoria garantiu a permanência do técnico Paulo Pezzolano antes do confronto decisivo contra a Chapecoense.
O clima no Beira-Rio não foi nada agradável para o Internacional neste domingo. O time, que já estava pressionado, perdeu para o Santos por 3 a 2 pelo Campeonato Brasileiro. Após o jogo, vários torcedores trocaram socos com os seguranças do estádio e invadiram um corredor usado para a saída de jogadores. O batalhão de choque da Polícia Militar precisou ser chamado para ajudar a controlar a confusão.
Momento em que torcedores do Internacional tentaram invadir a zona mista do estádio Beira-Rio para encontrar os jogadores.
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— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) September 6, 2026
Inicialmente, alguns torcedores conseguiram entrar em um corredor que passa sobre o estacionamento do Beira-Rio, mas foram impedidos de avançar pela segurança. Em vídeos que circulam pela internet, é possível ver as agressões aos seguranças, além de quebra de grades e arremesso de vários objetos.
O cenário de tensão começou a ser formado quando Gabigol abriu o placar para o Santos logo aos sete minutos do primeiro tempo. Depois, aos 27, Matheus Bahia foi expulso e deixou o Inter com um a menos. Gabigol e Oliva marcaram antes do intervalo, deixando o placar em 3 a 0 para o Santos.
Antes mesmo do intervalo, boa parte da torcida colorada começou a deixar o Beira-Rio ao som de "vergonha, vergonha... time sem vergonha". Faixas de protesto já estavam expostas no estádio com dizeres "Nada nem ninguém será maior que o Internacional" e "Amor à camisa... mas que saudade!". Além disso, xingamentos eram entoados, principalmente contra o presidente Alessandro Barcellos.
Como se não bastasse, durante a partida, uma confusão começou no meio da torcida, que agrediu um homem supostamente por ele não ser torcedor do Inter. Ele precisou deixar o local com ajuda dos seguranças do estádio.
Após o jogo, o capitão do time, o zagueiro Mercado, dividiu a culpa entre todos. "Não sou eu que tomo decisões. O que posso falar é que todos nós temos responsabilidade. Do presidente ao último funcionário. Juntos temos que reverter. Saí de casa com 10 anos para ser profissional. Eu sei bem o que é não desistir e eu não vou desistir, por mais difícil que seja a situação. Vamos corrigir e vencer o próximo jogo", projetou.
O técnico Paulo Pezzolano seguirá no comando do Internacional, garantiu o executivo de futebol Fabinho Soldado. O dirigente admitiu a necessidade de dar uma resposta imediata, mas rechaçou trocar de técnico sem convicção.
"O que precisamos é continuar acreditando. O que seria o fato novo? Mudar o treinador sem a convicção de que daria certo? Está claro que precisamos dar uma resposta o quanto antes. Sabemos que o torcedor está ferido, com razão. Vamos juntar as nossas energias para fazer uma semana super positiva. O fato novo é ganhar lá contra a Chapecoense. O fato novo nosso é ganhar jogos", explicou Soldado.
O Internacional está há 10 jogos sem vencer no Brasileirão, sendo seis derrotas. A última vitória foi em 16 de maio, antes da parada para a Copa do Mundo, quando fez 4 a 1 no Vasco em casa. Com 25 pontos, está dentro da zona de rebaixamento, em 18º lugar.
O time terá a semana livre para treinamento e volta a campo no próximo sábado, às 17h, quando visita a lanterna Chapecoense na Arena Condá, em Chapecó (SC), pela 27ª rodada.