No início de um novo ciclo da seleção sob o comando de Carlo Ancelotti, Raphinha busca repetir no Brasil a grande fase vivida no Barcelona, onde brilha como artilheiro. Para o amistoso contra a Austrália nesta sexta-feira, a tendência é que o atacante atue centralizado com Endrick, evitando choques com Vinícius Júnior. Aos 29 anos e sem Neymar na equipe, Raphinha assume papel de liderança técnica ao lado de Vini Jr., sendo peça fundamental nos três amistosos programados para esta Data Fifa.
A seleção brasileira inicia um novo ciclo nesta sexta-feira, 25, em amistoso contra a Austrália, em Townsville. Entre os jogadores mais experientes convocados pelo técnico Carlo Ancelotti está Raphinha, que ainda busca emular sua versão do Barcelona com a camisa do Brasil após ter a participação na Copa do Mundo ofuscada por lesão.
Aos 29 anos, Raphinha vive um dos melhores momentos de sua carreira. O brasileiro soma 14 gols em oito jogos na temporada 2026/27 pelo Barcelona, sendo 12 nas sete primeiras rodadas da La Liga, competição em que lidera a artilharia.
Na seleção, Raphinha foi utilizado por Ancelotti posicionado à esquerda, como liberdade para cortar para dentro e finalizar direita, como se acostumou a jogar no Barça antes da atual temporada. Porém, a tática por vezes não funcionou e foi comum ver o camisa 11 "bater cabeça" com Vinícius Júnior, que ocupa a mesma faixa de campo.
Para a partida desta sexta contra a Austrália, a tendência é Raphinha ser escalado centralizado, atuando ao lado de Endrick, com Vini Jr. e Estêvão caindo pelas pontas. Antes de se lesionar contra o Haiti, na Copa, cabia a Raphinha recuar para organizar as jogadas com os volantes, movimento que não costuma fazer no Barça, cujo regimento é função do espanhol Rodri, capitão da campeã mundial Espanha e candidato à Bola de Ouro.
Raphinha estreou na seleção principal em outubro de 2021, durante as Eliminatórias, e firmou-se como um dos atacantes de referência do ciclo do futebol brasileiro. Em cinco anos servindo a seleção, o jogador acumula 41 jogos, com 11 gols e oito assistências.
Na Copa de 2022 no Catar, ele foi titular da ponta-direita e teve papel tático importante no time de Tite, mas ficou marcado pela baixa eficiência na finalização. O gaúcho terminou o torneio sem marcar gols ou dar assistências em cinco jogos disputados.
Com a aposentadoria definitiva de Neymar da seleção, Raphinha assume junto de Vini Jr. a missão de capitanear o time brasileiro. Ancelotti fez questão de destacar a importância da dupla nesta quinta-feira, em entrevista coletiva.
"O momento dos dois é diferente. Obviamente, Raphinha está fazendo uma coisa espetacular em uma posição que não era sua, mas parece que agora é sua também. E o Vini pode ser que não esteja em seu melhor momento, mas a convicção que temos dos dois é que vão ser jogadores fundamentais para o futuro", disse o comandante italiano.
O Brasil continua com a sua preparação para os jogos da Data Fifa, quando fará três amistosos. Nesta sexta, a equipe enfrenta a Austrália, às 7h (horário de Brasília), em Townsville. Os dois times voltam a se encontrar no dia 29. Já no dia 3 de outubro, a seleção volta a campo, mas jogar contra a Índia, em Calcutá.