O Corinthians foi notificado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional pelo atraso de três parcelas de um acordo tributário, totalizando R$ 20,5 milhões. A inadimplência coloca em risco a rescisão do contrato e a perda de cerca de R$ 521 milhões obtidos em descontos, o que faria a dívida com a União retornar ao patamar de R$ 1,2 bilhão. Para evitar o cancelamento do benefício fiscal em meio à crise financeira e esportiva, a diretoria alvinegra busca quitar os valores pendentes.
Se dentro de campo o Corinthians vive um momento crítico, após as eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores da América, além de ocupar a 14ª posição no Campeonato Brasileiro, fora dele a situação também preocupa. O clube enfrenta uma grave crise financeira, que se agrava sob a gestão do presidente Osmar Stábile.
De acordo com informações do ge, o Timão corre o risco de perder aproximadamente R$ 521 milhões em descontos após atrasar três parcelas de um acordo tributário com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A entidade notificou o clube pela inadimplência de R$ 20,494 milhões, valor referente às prestações de junho, julho e agosto.
A gestão do presidente Osmar Stabile deixou de pagar as três últimas parcelas do acordo firmado no início do ano. Na ocasião, o Alvinegro conseguiu renegociar dívidas com a União acumuladas ao longo de duas décadas. O clube cumpriu os pagamentos de fevereiro a maio, mas não quitou as prestações seguintes, chegando ao limite previsto no contrato.
O acordo reduziu a dívida tributária do Alvinegro de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, proporcionando um desconto de aproximadamente R$ 521 milhões. Entretanto, uma das cláusulas estabelece que a falta de pagamento de três parcelas consecutivas ou alternadas constitui motivo para a rescisão.
Caso a PGFN rescinda o acordo, o Corinthians poderá perder os descontos concedidos e voltar a responder pelos valores anteriormente abatidos, conforme as condições contratuais. Assim, uma inadimplência de R$ 20,494 milhões coloca em risco uma redução de dívida superior a meio bilhão de reais, ampliando as consequências financeiras dos pagamentos em atraso.
Os aproximadamente R$ 500 milhões, portanto, não representam uma multa aplicada ao Timão pelo atraso das parcelas. O valor corresponde ao benefício obtido na renegociação tributária que poderá ser perdido caso o acordo seja encerrado.
Apesar da notificação, a perda dos descontos ainda não está confirmada. Segundo a reportagem, a diretoria corintiana trabalha para quitar as três parcelas vencidas e evitar a rescisão do contrato.