Enviado especial de Donald Trump, o italiano Paolo Zampolli sugeriu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo. Ele mesmo revelou a informação em notícia ao jornal britânico Financial Times na quarta-feira. Nesta quinta, ministros italianos ironizaram a proposta, definindo-a como "vergonhosa" e inapropriada."
Por causa do combate no Oriente Médio e da guerra com os norte-americanos, os iranianos foram "recomendados" pelo presidente dos EUA que não estivessem no país da América do Norte para a competição por riscos de vida, apesar de "serem bem-vindos."
"Eu li a notícia de que o enviado de Trump pediu à Fifa. E me parece vergonhoso. Me daria vergonha", disparou o Ministro de Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, em clara declaração de que não é justo tirar quem conseguiu sua vaga por mérito.
Eliminada na decisão da repescagem pela Bósnia & Herzegovina em disputa por pênaltis, a Itália ficará ausente de uma Copa do Mundo pela terceira edição seguida. Como é a melhor seleção ranqueada fora das classificadas, há a manobra para que a tetracampeã mundial substitua o Irã, com seus três jogos agendados para estádios dos Estados Unidos e mesmo com sua presença "garantida" pela Fifa.
"A classificação acontece em campo", reprovou o Ministro de Esportes da Itália, Andrea Abodi, em resposta à LaPresse, dizendo que não é possível a Itália ir ao Mundial desta maneira e definindo a proposta revelada por Zampolli como "inapropriada."
"Confirmo que sugeri a Trump e Infantino que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo. Sou italiano e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA. Com quatro títulos, eles têm o currículo necessário para justificar a inclusão", disse Zampolli, nascido em Milão, ao Financial Times. Oficialmente, ele é enviado especial do presidente dos Estados Unidos para parcerias globais. Infantino esteve nos Estados Unidos para participar do Semafor World Economy 2026, no último dia 15 de abril.