Ministro da Fazenda promete chamar clubes para medir impacto do fim das bets no futebol brasileiro

Dario Durigan planeja também diálogo com federações, mas não garante 'socorro imediato'

25 set 2026 - 20h53
Resumo
O Ministério da Fazenda convocará clubes e federações para avaliar o impacto da proibição total das apostas esportivas no futebol brasileiro. Diante dos danos sociais das bets, uma Medida Provisória determinou o fim do setor e a retirada de anúncios até 5 de outubro. Apesar de as empresas responderem por R$ 1,14 bilhão das receitas da Série A, o governo afirmou que não há previsão de socorro financeiro imediato aos times, priorizando entender as demandas antes de definir novas ações.

SÃO PAULO E BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo vai chamar clubes e confederações para medir o tamanho do impacto do fim das bets sobre o futebol. No entanto, ele informou que não há, neste momento, previsão de socorro imediato às equipes que perderão patrocínios.

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O ministro afirmou que a equipe econômica quer primeiro dimensionar a dependência do setor em relação a esse tipo de receita e ouvir as demandas antes de decidir os próximos passos. "Por determinação do presidente Lula, vamos chamar tanto os clubes de futebol quanto as federações para entender qual é o real impacto", declarou Durigan em coletiva de imprensa após a cerimônia de anúncio de proibição dos sites de apostas, que são os maiores patrocinadores do futebol.

Ao justificar a decisão de endurecer as regras contra as bets, o ministro afirmou que o governo ponderou diferentes cenários, como proibir o funcionamento apenas de cassinos online, e avaliou impactos em outros segmentos. A decisão, contudo, foi por uma proibição completa dos sites de apostas, dadas as consequências sociais.

Segundo Durigan, a avaliação foi que seria necessária uma medida mais protetiva. "Estamos lidando com um tema grave, que tem gerado repercussão negativa para a sociedade", afirmou.

A Medida Provisória exige a remoção de publicidades até 5 de outubro. Patrocinadores do setor somaram R$ 1,14 bilhão aos clubes da Série A em 2025, representando 7,9% das receitas totais.

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