Meio-campista do Atlético, Igor Gomes passou a ser alvo de investigação da Polícia Civil de São Paulo pelo recebimento de 11 transferências bancárias de um dirigente do São Paulo. Afinal, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou os movimentos financeiros e os considerou de origens suspeitas. Inclusive, há citação deste episódio em inquérito, que averigua um esquema de lavagem de dinheiro. Além de venda irregular de camarotes com o envolvimento de membros da diretoria do Tricolor Paulista.
Entre os pontos de destaque nos depósitos financeiros estão uma quantia pouco superior a R$ 73 mil. Além disso, o intervalo de ocorrência ter sido entre novembro de 2023 e maio de 2025. Afinal, Igor Gomes não era mais jogador do São Paulo e já defendia o Galo. As informações são do portal "Metrópoles".
O dirigente, autor das movimentações controversas para o meio-campistas, é Michel Gazola, supervisor de futebol do São Paulo. O Coaf, aliás, também descobriu que o jogador do Atlético realizou depósitos em uma conta nas Ilhas Cayman. Uma região no Caribe, que se classifica como paraíso fiscal.
Detalhes da investigação
Há um detalhamento indicando que as movimentações foram "transferências entre contas de uma mesma pessoa". Por sinal, houve o envolvimento de quase R$ 46 mil. De acordo com a avaliação da polícia, o procedimento continuará sendo alvo de estudo e monitoramento pelo intenso grau de suspeita.
"Não há justificativa profissional aparente para um supervisor do clube anterior de um atleta realizar depósitos pessoais, vultuosos e fracionados para esse jogador depois da sua saída. Essa movimentação foge completamente dos padrões de uma relação profissional e pode indicar pagamentos 'por fora', comissões veladas ou acertos financeiros irregulares ligados à própria negociação do atleta" , relatou polícia em relatório.
Manifestação de jogador do Atlético
O Portal "Metrópoles" conseguiu contato com Igor Gomes e o meio-campista respondeu através de sua assessoria que as movimentações financeiras dizem respeito ao aluguel de um imóvel. No caso, situado próximo ao Centro de Treinamento da Barra Funda, que pertence ao São Paulo. Segundo a versão do jogador, ele utilizou o apartamento vizinho, quando defendia o Tricolor Paulista, mas que ele foi alugado depois de sua transferência para o Atlético.
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