A adolescente espanhola Maria Caamaño Múñez, que ficou conhecida como a "Princesa Guerreira do Futebol", morreu em decorrência de um câncer nesta quinta-feira, 16, aos 13 anos. Ela havia sido internada, no Hospital de Salamanca, na Espanha, após seu estado de saúde piorar.
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O anúncio da morte da adolescente foi publicado por familiares dela na conta de María no Instagram. "Hoje não é a M4RÍA que escreve para vocês", começa o texto. "Como pais e irmã da M4RÍA, queremos agradecer a todos que a apoiaram em cada passo do caminho, dia após dia, durante toda essa longa provação, e a todas as equipes médicas com quem trabalhamos durante esses 2.392 dias".
"E como a M4RÍA sempre nos dizia: CONTINUEM SORRINDO, E AGORA COM UM SORRISO AINDA MAIOR POR ELA", segue a publicação.
Maria ficou conhecida pelo carisma e pelo amor ao futebol, tornando-se próxima de jogadores como Álvaro Morata, Ferrán Torres e Alex Baena.
Torcedora do Atlético de Madrid, a jovem encantou torcidas de diferentes clubes e chegou a comemorar o título do Eurocopa com os jogadores da Seleção Espanhola.
O vídeo do momento em que ela levanta o troféu da competição, em 2024, foi compartilhado pelo perfil da seleção.
💫 Hoy el cielo suma una estrella más.
Una muy brillante y muy hermosa. La que nos acompañó en nuestros mejores momentos dándonos su luz.
Seguiremos luchando, ganando y sonriendo. Contigo y por ti, María. Por tu ejemplo y tu memoria.
Descansa en paz, pequeña. pic.twitter.com/l5g4UOa8am
— Selección Española Masculina de Fútbol (@SEFutbol) April 16, 2026
Além do amor ao futebol, ela foi recebida pelo Papa Francisco no Vaticano, em fevereiro do ano passado, e recebeu premiações destinadas a promotores da justiça social, como o Premio Castilla y León de los Valores Humanos pelo projeto La sonrisa de María ("O sorriso de Maria", em português). A associação tem como objetivo conseguir fundos para investigar o câncer infantil e o Sarcoma de Ewing.
Em 2019, quando ela tinha apenas seis anos de idade, María foi diagnosticada com Sarcoma de Ewing, um raro tumor ósseo e de tecidos moles agressivo, que costuma acometer principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens.
Nesta quinta, o site do projeto amanheceu com uma homenagem à jovem, que sonhava em ser oncologista. "Ela sempre soube que queria ajudar na pesquisa e na busca por uma cura para que a doença de Ewing, como ela a chamava, não afetasse mais nenhuma criança", diz o portal.