No julgamento sobre a morte de Diego Maradona, que acusa sete profissionais de saúde de homicídio com dolo eventual, o perito da defesa Pablo Ferrari afirmou que não se pode descartar complicações por Covid-19 como causa do óbito. Ferrari contestou a tese de que o craque agonizou por 12 horas, sustentando que ele sofreu uma morte súbita e fulminante, provocada por infarto, arritmia e rápido edema pulmonar, sem sinais prévios nos exames que exigissem intervenção médica durante a internação domiciliar.
A causa do falecimento de Diego Armando Maradona ainda segue sendo debatida. Nesta terça-feira (22), em um dos momentos do julgamento da morte do ídolo argentino, o perito oficial convocado pela defesa afirmou que não se pode descartar a possibilidade de Maradona ter falecido por complicações causadas pela Covid-19. A informação é do jornal argentino 'Clarín'.
De acordo com Pablo Ferrari, da Assessoria Pericial de San Isidro, a "morte fulminante" de Maradona em 2020 poderia ter sido provocada por conta da Covid, uma vez que a doença poderia evoluir rapidamente no organismo e levar à morte em poucas horas. Ferrari, inclusive, discorda da teoria de que Maradona "agonizado por 12 horas" antes de falecer.
"Não podemos descartar que não tenha morrido de Covid. O falecimento de Maradona foi em plena pandemia", disse Ferrari no decorrer do interrogatório feito pelo advogado Vadim Mischanchuk, defensor da psiquiatra Agustina Cosachov.
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O julgamento sobre a causa da morte de Diego Armando Maradona se dá por conta da acusação de homicídio a sete profissionais de saúde, com dolo eventual durante a internação domiciliar do ex-jogador. A promotoria questiona as condições e adequações da internação.
Ferrari afirma que, após analisar os exames realizados por Maradona nos últimos anos, não ter encontrado indicadores que exigissem uma intervenção médica. Desse modo, o perito voltou a afirmar que Maradona teria acumulado líquido nos pulmões em um espaço curto de tempo, que pode ter causado a "morte fulminante" do craque.
"O período agônico é de poucos minutos a escassas horas. A agonia nós entendemos como o último período da vida. Aqui, Maradona sofreu um infarto, teve sua arritmia e um edema agudo de pulmão que acabou o sufocando. É difícil pensar que uma pessoa com edema agudo de pulmão ficou horas se sufocando. Esse período foi curto. Não posso sustentar academicamente que tenha tido longas horas de agonia. Foi súbito", disse Ferrari, de acordo com o 'Clarín'.
Sendo assim, Ferrari defende que Maradona teria falecido em decorrência de uma parada cardirrespiratória em detrimento de uma falha ventricular cardíaca, e que por isso houve um edema agudo nos seus pulmões.
O perito foi a 74ª testemunha ouvida no julgamento sobre a morte de Maradona, que já teve 44 audiências até aqui. Uma nova audiência sobre o caso está marcada para acontecer no dia 29 de setembro.
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