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Maioria das federações vê Caboclo como vítima de armadilha

Presidente afastado é acusado de assédio sexual e moral contra funcionária da CBF

14 jul 2021 09h20
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Há uma corrente crescente, entre as federações estaduais de futebol, que considera Rogério Caboclo vítima de uma campanha orquestrada, passo a passo, por Marco Polo Del Nero para deixar em definitivo o comando da Confederação Brasileira de Futebol. Esse grupo já seria maioria entre os dirigentes das 27 federações que têm o poder, em assembleia, de destituir ou não o presidente da CBF.

Rogerio Caboclo foi afastado do cargo de presidente da CBF
Foto: Wallace Teixeira / Futura Press

Caboclo é acusado de assédio sexual e moral por uma funcionária da entidade. Isso desencadeou seu afastamento temporário da presidência da CBF, num movimento acelerado e atípico que contou com o apoio de todos os diretores da confederação. Sua defesa se baseia em pareceres jurídicos para negar que ele tenha cometido o delito. O caso está sob os cuidados da Comissão de Ética da CBF e também chegou ao Ministério Público-RJ.

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Por trás de argumentos e movimentos internos que tentam impedir os caminhos de volta de Caboclo há um cenário sombrio de luta pelo poder. Quem lidera as estratégias anti-Caboclo é Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF, banido do futebol pela Fifa em 2018, acusado de atos de corrupção, e que ainda assim mantém-se forte na entidade nacional.

Quase toda diretoria da CBF, hoje, é a mesma que trabalhava para Del Nero três anos atrás. O próprio Caboclo foi alçado por ele ao posto mais alto da casa. A ruptura na relação dos dois se deu por desacordos relacionados a questões comerciais da entidade e atingiu seu ápice quando Del Nero “abraçou” a causa da funcionária que fez a denúncia do assédio.

Muito mais do que manifestar um gesto de solidariedade, segundo avaliam vários presidentes de federações, o banido pela Fifa estaria disposto a ampliar seu domínio político na CBF, cujo presidente interino, o coronel Antônio Nunes, já é um seguidor fiel de suas determinações.

Há entre esses dirigentes de entidades estaduais a percepção de que a funcionária teria sido instruída a instigar situações que comprometeriam Caboclo, sem, no entanto, desconsiderar que o presidente afastado agira de forma deselegante e imprudente em conversas com ela. 

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