A saída de Luis Zubeldía do Fluminense ocorreu em meio à pressão pelos resultados. O argentino não resistiu ao empate por 1 a 1 com o Independiente Rivadavia, no Maracanã, na última terça-feira, 11, pela Copa Libertadores da América.
Mas os números da passagem pelo clube contam uma história diferente quando comparados aos de outros treinadores. Em 55 partidas, Luís Zubeldía conquistou 27 vitórias, empatou 16 vezes e perdeu 12. O aproveitamento foi de 58,8%.
O índice coloca o argentino na terceira posição entre os oito treinadores analisados desde 2019. A lista considera apenas técnicos efetivos das gestões de Mário Bittencourt e Mattheus Montenegro. Marcão ficou fora por ter sido interino.
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Quem teve o pior aproveitamento?
O pior desempenho foi de Oswaldo de Oliveira. O treinador teve uma passagem curta pelo Fluminense. Foram apenas sete partidas, com duas vitórias, dois empates e três derrotas. O aproveitamento ficou em 38,1%, muito abaixo dos demais nomes do ranking.
Mano Menezes aparece em sétimo, com 20 vitórias, 14 empates e 13 derrotas em 47 jogos. O aproveitamento foi de 52,5%. Roger Machado também ficou abaixo de Luís Zubeldía. Em 42 partidas, foram 19 vitórias, 12 empates e 11 derrotas, com 54,8% de aproveitamento.
Luís Zubeldía fica atrás apenas de dois técnicos
Abel Braga teve o melhor desempenho do período. Em 26 partidas, por exemplo, conseguiu 17 vitórias, quatro empates e cinco derrotas. O aproveitamento foi de 70,5%. Renato Gaúcho aparece na segunda posição.
O treinador comandou o Fluminense em 40 jogos, com 21 vitórias, oito empates e 11 derrotas. O índice chegou a 59,2%. Luís Zubeldía vem logo depois, com 58,8%. A diferença para Renato foi de apenas 0,4 ponto percentual.
Fernando Diniz ficou praticamente empatado
Fernando Diniz aparece na quarta colocação. Em 149 partidas, foram 77 vitórias, 31 empates e 41 derrotas. O treinador conquistou a Copa Libertadores da América de 2023 e a Recopa Sul-Americana de 2024.
O aproveitamento ficou em 58,6%, apenas 0,2 ponto percentual abaixo de Luís Zubeldía. Odair Hellmann vem na sequência, com 56%. Foram 24 vitórias, 12 empates e 14 derrotas em 50 jogos. O ranking mostra, portanto, que o argentino não teve o pior desempenho do período.
Ranking mostra contraste com a pressão
A estatística não elimina os problemas de Luís Zubeldía no Fluminense. O rendimento recente e a pressão interna pesaram na decisão. Ainda assim, o argentino terminou com o terceiro melhor aproveitamento entre os oito treinadores analisados.
Oswaldo de Oliveira ficou, portanto, na última posição, com 38,1%, enquanto Abel Braga liderou, com 70,5%. Luís Zubeldía, portanto, deixou o Fluminense pressionado, mas longe de ter o pior desempenho desde 2019.