Lionel Messi após a Argentina: veja os números pelo Inter Miami

Lionel Messi continua em grande fase no Inter Miami mesmo após anunciar sua aposentadoria da Seleção Argentina

16 set 2026 - 08h06
Resumo
Aos 39 anos e após encerrar sua vitoriosa trajetória de 21 anos pela Seleção Argentina, Lionel Messi segue brilhando no Inter Miami. Em dez jogos desde o seu retorno, o craque somou nove gols e cinco assistências — média de 1,4 participação direta por partida —, alcançando 99 gols pelo clube e mantendo o protagonismo na MLS, mesmo em meio à fase irregular da equipe. Agora, o astro divide o elenco com os reforços brasileiros Casemiro, Micael Silva e o jovem Riquelme Fillipi.

Lionel Messi disse adeus à Seleção Argentina, mas não ao futebol. Aos 39 anos, o camisa 10 voltou ao Inter Miami depois da Copa do Mundo e acumulou nove gols e cinco assistências em dez partidas, mantendo-se como a grande estrela da equipe e uma das maiores atrações da MLS.

Foto: Reprodução/Inter Miami CF
Foto: Reprodução/Inter Miami CF
Foto: Reprodução/Inter Miami CF / RTI Esporte

Existe uma diferença importante entre deixar a Seleção e deixar o futebol. Lionel Messi tratou de mostrar isso rapidamente. Depois de disputar apenas a Copa do Mundo pela Argentina e anunciar o fim de sua trajetória internacional, o craque voltou ao Inter Miami e continuou produzindo em um nível absurdo.

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Nos dez jogos registrados desde seu retorno, foram 802 minutos, nove gols e cinco assistências. São 14 participações diretas em gols. Uma média de 1,4 por partida. E isso em um período no qual o Inter Miami nem sempre acompanhou o seu principal jogador.

Messi continua sendo Messi

O recorte é impressionante justamente porque os resultados coletivos não foram perfeitos. Desde o retorno, o Inter Miami acumulou apenas duas vitórias, três derrotas e cinco empates nas dez partidas consideradas. Mesmo assim, Messi apareceu constantemente.

Foram dois gols e uma assistência contra o Atlético San Luis, quatro gols e uma assistência na goleada por 7 a 1 sobre o Montreal, além de gols contra Toronto, Philadelphia e Nashville. E o último deles talvez seja o melhor retrato do momento.

Diante do Nashville, Lionel Messi recebeu de Rodrigo De Paul na entrada da área e bateu de primeira, com a canhota, no canto. Um golaço aos 62 minutos. O problema é que o Inter Miami sofreu o empate nos acréscimos e ficou no 2 a 2. O resultado escapou. Messi, mais uma vez, não.

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A despedida que não diminuiu o craque

Em 31 de agosto, Lionel Messi anunciou que não defenderia mais a Argentina. A decisão encerrou uma história de 21 anos pela seleção, coroada pelo título mundial de 2022 e por uma segunda final de Copa consecutiva em 2026. A despedida poderia representar uma mudança de ritmo. Não representou.

Poucos dias depois, Lionel Messi voltou ao Inter Miami e manteve o protagonismo. Contra o Nashville, chegou a 19 gols na temporada regular da MLS e a 99 pelo clube em todas as competições, ficando a um do centésimo.

E os brasileiros estão por perto

A passagem de Messi pelo futebol norte-americano também ganhou um forte componente brasileiro. O Inter Miami conta atualmente com Micael Silva, zagueiro emprestado pelo Palmeiras, Casemiro, contratado em julho, e Riquelme Fillipi, ponta de 19 anos que também chegou do Palmeiras.

Micael Silva, de 25 anos, chegou para a reta final da MLS, enquanto Casemiro ganhou espaço rapidamente. Já Riquelme Fillipi, de 19, é aposta de longo prazo e assinou até 2029/2030. Os três brasileiros dividem o elenco com Lionel Messi.

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O tempo passa. Messi prevalece

O tempo passa. Messi, não tanto. Aos 39 anos, Messi já não precisa provar absolutamente nada. Mas continua provando. Mesmo depois de abandonar a Argentina, mesmo depois de uma Copa do Mundo que marcou o fim de sua trajetória internacional, ele segue sendo o grande jogador do Inter Miami.

E os números explicam por quê. Nove gols, cinco assistências e 14 participações diretas em gols em dez jogos desde o retorno. A Argentina perdeu o seu camisa 10. A MLS ainda não. E, pelo que Messi continua fazendo, ninguém parece ter pressa para que isso aconteça.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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