Em declínio na tabela, Botafogo luta contra marcas negativas

Artilheiro que não marca há quatro meses, longo jejum no Brasileiro, time inofensivo em casa... A vida do alvinegro voltou a ser complicada!

16 set 2026 - 08h40
(atualizado às 08h40)
Resumo
Em queda livre no segundo semestre, o Botafogo tenta amenizar a crise contra o Grêmio nesta quarta-feira pelo Brasileirão. Na 14ª posição, a quatro pontos do Z4 e sem vencer há seis jogos, o clube é o quarto pior mandante e não ganha em casa há dois meses. Sob o comando do interino Rodrigo Bellão, que substituiu Franclim Carvalho, o Glorioso busca se afastar da degola e encerrar o jejum de gols do atacante Cabral, que já dura 11 partidas, além de reverter a má fase de peças-chave como Danilo.
Meio tronco, Villalba tenta passar por marcação dupla –
Meio tronco, Villalba tenta passar por marcação dupla –
Foto: Vitor Silva/Botafogo / Jogada10

O Botafogo do segundo semestre é sinônimo de queda livre. Afinal, vem acumulando diversas marcas negativas desde agosto, quando as coisas, de fato, saíram do controle. Nesta quarta-feira (16), às 19h30, no Estádio Nilton Santos, contra o Grêmio, pela atrasada rodada 21 do Campeonato Brasileiro, o Glorioso tem a chance de minimizar a crise, se afastar da zona de rebaixamento e encaminhar um fim de ano sem grandes emoções, cumprindo tabela até o fim da liga. Qualquer torcedor alvinegro assinaria, assim, a "paz dos cemitérios" para apressar o término de 2026 turbulento.

Quarto pior mandante do Brasileiro, acima apenas de Chapecoense, Remo e Internacional, o Botafogo está longe de tornar o Colosso do Subúrbio como uma fortaleza. Em sua praça esportiva, pelo Brasileirão, o Mais Tradicional não vence há dois meses. O último triunfo foi sobre o Santos, no dia 16 de julho, no retorno do torneio após a parada para a Copa do Mundo. Até então, foram quatro empates (Vitória, Fluminense, Palmeiras e Bragantino) e uma derrota (Athletico-PR).

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No fim de julho, na sétima colocação, a meta era se aproximar do pelotão de classificados para a Copa Libertadores. A euforia, porém, tornou-se um pesadelo. O Botafogo acumulou seis compromissos sem vencer no Brasileirão, série negativa que o jogou para a 14ª colocação, com 32 pontos, a quatro do Z4. Este período, cujo declínio começa com a derrota para o Cienciano por 6 a 1, pela Sul-Americana, culminou na queda do técnico Franclim Carvalho e na ascensão do interino Rodrigo Bellão, quase um mês no cargo.

Meio tronco, Villalba tenta passar por marcação dupla –
Foto: Vitor Silva/Botafogo / Jogada10

"Precisamos ter atenção (à zona de rebaixamento) com responsabilidade. Estou sempre olhando para cima, mas lógico que olho 360. A gente precisa reagir rápido. Entender o momento e reagir rápido para conseguir buscar a vitória. O sentimento que eu tenho e que acho que a equipe tem, porque temos discutido sobre, é que precisamos reagir rápido e mudar algumas situações para construir, enfim, essa vitória", contou Bellão.

A fase ruim também faz vítimas entre os jogadores, como, por exemplo, no caso do centroavante Cabral. Contratado para ser o artilheiro do Botafogo, o camisa 19 não sabe o que é balançar redes há quatro meses. São 11 jogos em branco e alguns gols inacreditavelmente perdidos. O Mamute deve ser titular contra o Grêmio. Outro que caiu de produção foi o volante Danilo, que sequer é a sombra do jogador do primeiro semestre, ainda que mantenha a rotina de convocações para a Seleção Brasileira.

Com o sinal vermelho ligado, o Botafogo não pode cogitar um empate diante do Grêmio e tampouco negociar a vitória.

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