O jornal britânico The Independent publicou uma análise explicando a exclusão de Cristiano Ronaldo da lista dos 50 maiores jogadores da história das Copas do Mundo. A iniciativa faz parte de uma série especial que reúne os principais nomes dos 96 anos do torneio, com divulgação gradual dos escolhidos.
Até o momento, 40 atletas já foram revelados. Antes mesmo da publicação do top 10, o veículo antecipou que o português não estará entre os primeiros colocados, considerados o "olimpo" do Mundial. A prévia também sugere que lendas como Ronaldo, Pelé, Maradona, Messi, Zidane e Beckenbauer devem ocupar as posições mais altas do ranking.
Entre os brasileiros já incluídos na lista estão Vavá (49°), Leônidas (48°), Ronaldinho Gaúcho (42°), Didi (41°), Roberto Carlos (40°), Rivaldo (33°), Romário (21°), Carlos Alberto (20°), Jairzinho (16°) e Cafu (15°), reforçando o peso histórico do país na competição.
ARGUMENTOS DA EXCLUSÃO
O texto que detalha a decisão foi assinado pelo jornalista Richard Jolly, sob o título: "Por que Cristiano Ronaldo não está entre os 50 maiores jogadores da história da Copa do Mundo?".
Logo no início, o autor é enfático: "Por que Cristiano Ronaldo não está nesta seleção dos 50 maiores jogadores da história da Copa do Mundo? Porque ele não está entre os 50 maiores jogadores da história das Copas". Em seguida, ele amplia a crítica: "Ele nem sequer estaria entre os 100 melhores. A grandeza dele veio em outras competições, não nesta".
A principal justificativa apresentada é o desempenho discreto do atacante nas fases eliminatórias do torneio. "É famoso o fato de que ele nunca marcou gols nas fases de mata-mata da Copa do Mundo; em comparação, ele tem 67 gols nas fases eliminatórias da UEFA Champions League, quatro deles em finais", destaca o texto.
O artigo também relembra um episódio da Copa de 2022, quando Portugal optou por deixar o jogador no banco nas oitavas de final. Na ocasião, seus substituto, Gonçalo Ramos, marcou três gols na vitória por 6 a 1 sobre a Suiça.
CONTRAPONTOS E MOMENTOS DE DESTAQUE
Apesar do tom crítico, a análise reconhece alguns momentos relevantes do atleta em Copas. Um dos principais foi na edição de 2018, na Rússia, quando marcou três gols no empate por 3 a 3 contra a Espanha, incluindo um gol de falta nos minutos finais.
Ainda assim, o texto ressalta que o desempenho ocorreu na fase de grupos e não teve impacto direto em fases decisivas. Naquele Mundial, Portugal acabou eliminado nas oitavas de final após derrota por 2 a 1 para o Uruguai, em partida considerada discreta do atacante.
Outro ponto citado é a campanha de 2006, na Alemanha, considerada a mais significativa da carreira do jogador em Copas. Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, Portugal chegou às semifinais. O jornalista relembra a participação do então jovem atleta, incluindo o pênalti convertido na disputa contra a Inglaterra, além do episódio envolvendo Wayne Rooney nas quartas de final.
POSSIBILIDADE DE MUDANÇA DE CENÁRIO
Por fim, o texto aponta que a história ainda pode ser reescrita. O atacante está confirmado na seleção portuguesa para a próxima Copa do Mundo, que será disputada em Canadá, Estados Unidos e México, com início previsto para 11 de junho.
Segundo Jolly, o jogador chegará ao torneio com marcas expressivas: maior número de partidas por uma seleção (226 até o momento) e maior artilheiro da história do futebol internacional (143 gols)
"Ele chegará aos Estados Unidos como detentor dos recordes de maior número de partidas disputadas por uma seleção (226 até agora) e de gols no futebol internacional (143). Ele ainda pode ter um confronto de Copa do Mundo contra Lionel Messi, em uma possível quartas de final contra a Argentina. E talvez, na sexta tentativa, Cristiano Ronaldo finalmente alcance o panteão dos grandes nomes da história das Copas do Mundo. Mas ele ainda não chegou lá", conclui o jornalista.