Infantino desiste de plano para investimentos privados na Fifa

Em comunicado nesta sexta-feira (31/7), presidente da entidade diz que intenção da proposta era fortalecer associações

31 jul 2026 - 21h19
(atualizado às 21h22)
Presidente da Fifa durante a Copa do Mundo –
Presidente da Fifa durante a Copa do Mundo –
Foto: Carl Recine/Getty Images / Jogada10

Depois da reação contrária, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, desistiu do plano de vender uma participação ligada à Copa do Mundo após o projeto gerar críticas. A própria entidade divulgou um posicionamento do dirigente nesta sexta-feira nas redes sociais.

"Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, já não atende ao objetivo definido desde o início", afirmou.

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Além disso, Infantino também prometeu tentar recompor o diálogo com os envolvidos nas próximas semanas.

"Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, com espírito de interesse compartilhado pelo nosso jogo e com o objetivo de continuar fazendo o futebol crescer em todos os lugares, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio", disse.

Presidente da Fifa durante a Copa do Mundo –
Foto: Carl Recine/Getty Images / Jogada10

O plano da Fifa

A Fifa pretendia levantar 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,4 bilhões) com a entrada de investidores privados. O plano era a criação de uma nova empresa responsável por ativos comerciais ligados a torneios como a Copa do Mundo. Para aprovar a operação, Infantino precisaria conseguir o apoio da maioria das 211 associações filiadas à Fifa. A votação estava prevista para 19 de setembro.

Entre os investidores apontados está a Thrive Eternal, ligada ao empresário americano Joshua Kushner. O banco JPMorgan também participa das discussões financeiras relacionadas ao projeto.

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A reação foi de rejeição imediata da Uefa. Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) e AFC (Ásia) se juntaram aos europeus, enquanto a OFC (Oceânia) e Conmebol (América do Sul) foram mais brandas.

O que era o Fifa Forward Enterprise?

A entidade destacou que a criação do Fifa Forward Enterprise (FFE) dependia da aprovação de seus membros associados. A FFE seria uma nova subsidiária, com controle majoritário da entidade, responsável por consolidar as operações comerciais e as principais competições organizadas pela Fifa.

Na prática, o plano significava que a Fifa "privatizaria" seus principais torneios, incluindo a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. Tal medida, aliás, resultaria em mais times, mais seleções, mais jogos e, consequentemente, um aumento ainda maior na arrecadação.

Veja nota completa da Fifa:

"O projeto FIFA Forward Enterprise visava criar uma base para fortalecer ainda mais as Associações Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. Além disso — como dissemos desde o início —, a intenção era avançar apenas com o apoio da maioria das Associações Membro da FIFA e sempre mediante um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, com as Confederações e com as demais partes interessadas.

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Após ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto gerou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio, já não servem aos interesses do objetivo inicialmente estabelecido.

Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar.

Consequentemente, esta proposta não seguirá adiante.

Daqui para a frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, movidos pelo interesse comum no nosso esporte e com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em toda parte, particularmente nos países que mais necessitam do nosso apoio."

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