A Fifa justificará a liberação de Folarin Balogun nas oitavas da Copa de 2026 alegando falta de clareza nas regras disciplinares, além de planejar alterar seu regulamento. O atacante dos EUA foi expulso contra a Bósnia, mas teve a suspensão suspensa e jogou contra a Bélgica após pagar multa. O caso gerou forte crise e suspeitas de interferência política por pressão da Uefa e de entidades europeias, intensificadas após uma ligação do ex-presidente Donald Trump a Gianni Infantino sobre o tema.
A Fifa pretende justificar a polêmica envolvendo o atacante Folarin Balogun, da seleção dos EUA, durante a Copa do Mundo 2026, com o argumento de que as regras disciplinares "não eram suficientemente claras". Além disso, a entidade estuda alterar o artigo 27 do Código Disciplinar para esclarecer as condições em que pode suspender a execução de uma punição.
Segundo informações do jornal espanhol 'Marca', a entidade apresentará a justificativa em uma reunião prevista para quinta-feira (15). A iniciativa ocorre após críticas à decisão que permitiu a Balogun disputar as oitavas de final, mesmo depois de receber um cartão vermelho contra a Bósnia e Herzegovina.
Caso Balogun provocou crise na Fifa
A polêmica começou quando Balogun recebeu cartão vermelho direto do árbitro brasileiro Raphael Claus durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina, pela fase de 16 avos. Pelas regras disciplinares, a expulsão deveria resultar em suspensão automática de pelo menos uma partida.
Entretanto, a Comissão Disciplinar da Fifa decidiu suspender a execução da punição por um período probatório de um ano. Dessa forma, o atacante ficou à disposição da seleção norte-americana para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final do Mundial.
A Fifa aplicou uma multa de 40 mil dólares (cerca de R$ 200 mil) a Balogun e manteve a punição esportiva, mas deixou sua execução em suspenso. Assim, o atacante pôde entrar em campo contra os belgas, que venceram por 4 a 1 e eliminaram os EUA da competição.
Ligação de Trump aumenta a pressão
O episódio ganhou repercussão após vir à tona uma ligação do presidente americano Donald Trump para Gianni Infantino, presidente da Fifa, pedindo que a entidade revisasse a expulsão de Balogun.
A proximidade entre a ligação e a decisão disciplinar levantou suspeitas sobre uma possível interferência política. Por isso, a Associação Belga de Futebol, a Uefa e representantes do Parlamento Europeu questionaram a atuação da entidade e pediram esclarecimentos sobre o caso.
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