O Atlético de Madrid rejeitou a oferta de 100 milhões de euros do Barcelona por Julián Álvarez e cravou que há 0% de chance de negociá-lo. Em resposta à pressão de Joan Laporta, o clube madrilenho afirmou ser a verdadeira vítima da situação e priorizou sua dignidade institucional. Apesar do desejo do atacante argentino em se transferir e de sua ausência no último treino, o Atlético mantém postura irredutível e faz valer o contrato do atleta, válido até 2030.
A novela envolvendo Julián Álvarez, Barcelona e Atlético de Madrid ganhou mais um capítulo e, desta vez, o clima esquentou de vez. Nesta quarta-feira (26), o presidente do Barcelona, Joan Laporta, voltou a falar sobre o interesse no atacante argentino e afirmou que o clube gostaria de contar com o jogador.
"Gostaríamos que aceitassem nossa oferta", declarou Laporta, mantendo a pressão sobre o Atlético de Madrid nos últimos dias da janela de transferências.
A resposta do clube espanhol veio pouco depois e foi contundente. O Atlético afirmou que está sendo tratado como o vilão da história, mas considera ser a verdadeira vítima do caso envolvendo o argentino.
"O jogador está sendo vitimizado, mas a única vítima no caso de Julián somos nós", afirmou o clube.
Segundo o Atlético, a situação já provocou prejuízos econômicos e sociais à instituição. A diretoria também criticou uma suposta campanha formada por "mentiras e meias-verdades" e deixou claro que não pretende facilitar uma transferência para o Barcelona.
Atlético fecha as portas para o Barcelona
O recado mais forte veio na sequência: o Atlético de Madrid afirmou que existe "0% de chance" de vender Julián Álvarez ao Barcelona.
O clube espanhol ainda ressaltou que a questão deixou de ser apenas financeira e passou a envolver a dignidade da instituição.
A postura do Atlético acontece depois de o argentino manifestar o desejo de defender o Barcelona. O clube catalão já apresentou uma oferta de 100 milhões de euros pelo atacante, mas os madrilenhos recusaram a proposta. Álvarez possui contrato com o Atlético até 2030 e uma multa rescisória de 500 milhões de euros.
A situação chegou a um nível ainda mais delicado nesta quarta-feira, quando Julián Álvarez não participou do treinamento do Atlético. O clube informou que o jogador teve uma indisposição.
Com o encerramento da janela europeia se aproximando, Barcelona e Atlético seguem em lados opostos. De um lado, Laporta insiste no desejo de contratar o atacante. Do outro, o clube de Madri garante que não pretende vendê-lo ao rival e crava "0%" de possibilidade de negócio.