Em reencontro, Brasil vence os EUA após virada relâmpago na Neo Química Arena

Americanas abriram o placar com menos de um minuto de jogo, mas sofreram a virada antes dos 15' no primeiro encontro entre as seleções

6 jun 2026 - 20h43
(atualizado às 20h46)
Bia Zanerato marcou o gol de vitória
Bia Zanerato marcou o gol de vitória
Foto: ALAN MORICI/AGIF / Estadão

O reencontro entre Brasil e Estados Unidos entregou tudo o que prometia: gol relâmpago, virada em três minutos e muita, muita intensidade. Com maturidade, a Seleção Brasileira superou as adversárias por 2 a 1, na Neo Química Arena, e largou na frente no primeiro amistoso de preparação para Copa do Mundo 2027 entre as equipes.

A virada representa a quinta vitória da equipe de Arthur Elias em sete jogos disputados em 2026 — a Seleção ainda não empatou no ano. Além disso, o amistoso marcou só o primeiro encontro com as americanas em meio à preparação para o Mundial no Brasil. O próximo jogo está marcado para terça-feira (9), às 21h30.

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Vale destacar que a Seleção não contou com Marta, que sentiu um desconforto muscular na parte superior da coxa. A camisa 10 ainda não tem presença garantida nos amistosos brasileiros.

Intensidade na Neo Química Arena

O primeiro tempo na Neo Química Arena entregou tudo que um clássico promete: intensidade, drama e uma virada imponente construída antes dos 15 minutos. Apesar da vitória parcial, o Brasil iniciou desatento e pagou caro pelo apagão inicial. Isso porque Sophia Wilson precisou de menos de um minuto para abrir o placar para as norte-americanas, com um chute rasante no canto direito de Lelê.

O grande mérito do time de Arthur Elias esteve na maturidade para absorver o golpe. Ao invés de recuar, a Seleção adiantou as linhas e passou a sufocar a saída de bola americana, explorando a velocidade pelas alas. A postura agressiva surtiu efeito aos 10′, quando Tainá Maranhão recebeu um belo cruzamento de Isabela e, de cabeça, deixou tudo igual em São Paulo.

A resposta rápida desestabilizou a estratégia de Emma Hayes e deixou os EUA ainda mais 'na roda'. Sentindo o momento de superioridade, o Brasil manteve o pé no acelerador e sacramentou a virada três minutos depois, aos 13′. Bia Zaneratto, destaque do jogo até então, arrancou, invadiu a área, tabelou com Dudinha e finalizou rasteiro no gol de McGlynn.

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Americanas sofrem a virada na Neo Química Arena –
Foto: Alexandre Schneider/Getty Images / Jogada10

O cenário mudou depois da virada, e o jogo virou um xadrez estratégico. Embora as americanas terminassem com mais posse (52% contra 48%), o volume brasileiro se sobressaiu. A Seleção manteve pressão alta efetiva e finalizou seis vezes, enquanto as adversárias tentaram aproveitar chances de contra-ataque.

Brasil volta com vantagem

Em desvantagem no placar, as norte-americanas voltaram com outra postura para o jogo. Os EUA passaram a se movimentar melhor e mais intensamente, com direito a boa defesa de Lelê e bola no travessão aos 10 minutos. Nos primeiros 15′, a Seleção teve muita dificuldade de passar do meio de campo.

A Seleção deu claros sinais de cansaço físico e, mesmo com as mudanças, não conseguiu impor o mesmo ritmo da etapa inicial. A equipe passou a dar mais espaços às americanas, que criavam chances e até emplacaram uma sequência de ataques, mas sem efetividade.

Os sinais de cansaço pela marcação individual, que exige muito das jogadoras, influenciaram diretamente no ritmo brasileiro. O alerta da Seleção ficou nas condições da goleira Lelê, que deixou o campo aos 34′ com sinais de desgaste.

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BRASIL 2X1 ESTADOS UNIDOS

AMISTOSO INTERNACIONAL (FEMININO)

Data e horário: 06/05/2026, 18h30 (de Brasília)

Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)

Público: 31.336 torcedores

Renda: R$ 1.689.402,50

Gols: Wilson, 1'/1ºT (0-1); Tainá Maranhão, 10'/1ºT (1-1); Bia Zaneratto, 13'/1ºT (2-1)

BRASIL: Lelê (Lorena, 35'/2ºT); Isa Haas, Mariza, Thais Ferreira (Rafaelle, 35'/2ºT) e Isabela; Duda Sampaio, Angelina (Vitória Yaya, 22'/2ºT) e Kerolin (Aline Gomes, 35'/2ºT). Dudinha (Amanda Gutierres, 46'/2ºT), Tainá Maranhão (Ludmila, 22'/2ºT) e Bia Zaneratto (Gio Garbelini, 35'/2ºT). Técnico: Arthur Elias

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ESTADOS UNIDOS: McGlynn; Fox, Davidson, Sonnett e Gisele Thompson (Patterson, 0'/2ºT); Hutton (Shaw, 43'/2ºT), Yohannes (Lavelle, 33'/2ºT) e Heaps; Rodman (Sears, 42'/2ºT), Wilson (Sentnor, 33'/2ºT) e Aly Thompson (Cooper, 0/2ºT). Técnica: Emma Hayes.

Árbitra: María Eugenia Gilsoriano (Espanha)

AssistentesSilvia Fernandez Perez (Espanha) e Rocío Puente Pino (Espanha)

VAR: Paula Cebollada Lopez (Espanha)

Cartão amarelo: Tainá Maranhão, Gio Garbelini, Lorena e Arthur Elias(BRA); Rodman (EUA)

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