O Botafogo, do técnico Franclim Carvalho, foi goleado por 6 a 1 pelo Cienciano na noite desta quinta-feira, 13, e se complicou nas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O time atuou na altitude de 3.400 metros acima do nível do mar e acabou sofrendo com um placar que será difícil de reverter no Rio de Janeiro na próxima semana.
Contudo, o alvinegro atuará no Nilton Santos, na próxima quinta-feira, 20, precisando de vitória por 6 gols de diferença para ficar com a classificação no tempo normal. Se vencer por 5 gols de diferença, a vaga para as quartas de final será definida nas cobranças de pênaltis.
Essa foi a maior goleada sofrida pelo clube em competição internacional. Após a partida, o treinador afirmou estar envergonhado pela atuação e resultado do time nas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
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"Nós trocámos os laterais exclusivamente por causa do tipo de jogo do adversário que era muito bola na área. Relativamente ao Danilo e ao Montoro, com bola eram os jogadores de espaço interior, sem bola, o Montoro fechava à esquerda e o Danilo entre o volante e o segundo zagueiro, para depois dar conforto ou não, ou para saltar. Depois, não estou aqui a dar recados a ninguém, nem à torcida, nem para ninguém, mas é um dia difícil para nós, todos os botafoguenses, que nos envergonha, obviamente", disse o treinador.
Franclim Carvalho sobre jogar na altitude
"Nós sabemos da diferença e da dificuldade de jogar aqui. Estávamos de sobreaviso. O tipo de jogo do adversário, que é com muita bola na área, com muito cruzamento, nós treinamos sobre isso, falamos sobre isso, mostramos vídeos sobre isso. Tentamos evitar, mas não conseguimos. O adversário acaba por fazer um gol, faz um gol de bola parada, em que o VAR demora cinco minutos ou seis minutos a analisar. Ainda não vi o lance. E depois faz um terceiro, um arremesso, depois faz um quarto, um grande gol do adversário, tem mérito".