Informações do jornal El País, da Espanha, apontam que a FIFA recusou a ideia de substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo 2026. A discussão surgiu após um pedido inusitado de Paolo Zampolli, enviado de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Os italianos também se posicionaram contra a medida.
A proposta do governo americano tem um contexto por trás. Desde fevereiro, EUA e Irã estão em guerra. Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi assassinado, e muitos civis sofrem as consequências.
A Seleção do Irã está classificada para a Copa do Mundo e integra o Grupo G, acompanhada de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Enquanto isso, a Itália perdeu sua vaga para a Bósnia em 31 de março.
A sugestão do governo Trump é considerada inviável. O Irã deve participar normalmente da Copa do Mundo, mesmo com as tensões políticas. Mas, caso isso não aconteça, a equipe que assumiria o lugar deles teria que vir da mesma confederação, a asiática. O substituto seria os Emirados Árabes Unidos, não a Itália.
Gianni Infantino, presidente da FIFA, quer a presença do Irã na Copa, contrariando Donald Trump.
Autoridades da Itália discordam de uma possível virada de mesa. "Li que o enviado de Trump quer readmitir a Itália na Copa do Mundo: acho isso vergonhoso. Eu ficaria envergonhado", disse o ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti.
A ministra dos esportes, Andrea Abodi, também comentou sobre a possibilidade da Itália na Copa do Mundo. "Primeiro, não é possível, e segundo, não é apropriado. Não sei o que vem primeiro. A qualificação é alcançada em campo", destacou.
Além de escantear o Irã da Copa do Mundo, Trump busca se aproximar mais da Itália. No entanto, a ideia do governante é mal vista.