Dirigentes avaliam Arsène Wenger como possível candidato à presidência da Fifa contra Gianni Infantino, alvo de críticas devido ao fracasso do projeto comercial Fifa Forward Enterprise. Aos 76 anos e atuando na entidade, o ex-técnico do Arsenal é visto como um nome de credibilidade para priorizar o esporte em vez dos negócios. Embora nomes como Aleksander Ceferin tenham descartado a disputa, Wenger ainda não oficializou sua candidatura, que dependerá exclusivamente de sua própria decisão.
Dirigentes e representantes do futebol passaram a considerar Arsène Wenger como um possível sucessor de Gianni Infantino na presidência da Fifa. O canal britânico BBC divulgou essa possibilidade nesta quinta-feira (15), em meio ao aumento das críticas à administração do atual mandatário.
Embora Wenger ainda não tenha anunciado uma candidatura, dirigentes e representantes do futebol já discutem sua possível entrada na disputa. Aos 76 anos, o francês ocupa um cargo na estrutura da Fifa desde a década passada e, por isso, sua experiência na entidade pode favorecer uma eventual candidatura.
Críticas à gestão de Infantino
A pressão sobre Infantino cresce após o fracasso de uma iniciativa comercial conhecida como Fifa Forward Enterprise (FFE). O projeto, associado à estratégia de exploração de ativos comerciais da Copa do Mundo, provocou questionamentos entre dirigentes e entidades, especialmente na Uefa. Apesar das críticas, a continuidade de Infantino ainda conta com apoio de algumas confederações, principalmente a da África.
Entre os nomes que poderiam representar uma alternativa, dois dirigentes já descartaram a possibilidade de deixar seus cargos para concorrer à presidência da Fifa. Aleksander Ceferin, que comanda a Uefa e figura entre os principais críticos da administração de Infantino, não pretende disputar o posto. Victor Montagliani, presidente da Concacaf, também não demonstrou intenção de abandonar a função para entrar na corrida eleitoral.
Wenger é citado por dirigentes
A eventual participação de Wenger ganhou força recentemente. Segundo pessoas ouvidas pela BBC Sport, seu perfil independente e sua trajetória no esporte podem favorecer uma possível candidatura.
Uma pessoa próxima ao francês afirmou à emissora britânica que ele seria um candidato ideal, mas ressaltou que a decisão dependeria exclusivamente dele. Até agora, contudo, nenhuma confirmação foi apresentada pelo ex-treinador.
A possibilidade, aliás, também foi defendida por Alex Phillips, ex-executivo da Uefa e da própria Fifa. Na avaliação dele, a escolha de Wenger poderia contribuir para uma mudança de prioridades na administração da entidade, com maior atenção ao desenvolvimento do futebol.
Phillips afirmou que a gestão da Fifa estaria concentrando esforços excessivos em questões financeiras, em detrimento do esporte. Além disso, ponderou que a experiência de Wenger poderia ajudar a recolocar o futebol no centro das decisões da organização.
Encontro com Infantino antecedeu reunião na Suíça
Na quarta-feira (14), Wenger participou de um jantar com Infantino e outros integrantes do Conselho da Fifa. O encontro ocorreu na véspera de uma reunião prevista para Zurique, na Suíça, na qual o presidente da entidade deveria se reunir com representantes críticos à sua administração.
A relação entre Wenger e Infantino também foi afetada pela controvérsia em torno do projeto Fifa Forward Enterprise. Na ocasião, o ex-treinador fez questão, inclusive, de esclarecer publicamente que não havia participado da elaboração do plano estratégico.
Em comunicado divulgado após a repercussão do caso, Wenger afirmou que só havia tomado conhecimento da iniciativa por meio das notícias publicadas pela imprensa. Além disso, considerou necessária a retirada do projeto e defendeu uma Fifa independente, comprometida com a transparência e a integridade.
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